Por Pedro Maia
Editor-chefe
Uma operação da Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira, 30, em Franca, em investigação ao suposto cometimento de crimes eleitorais. Informações da imprensa regional apontaram que o cafeicultor Gabriel Afonso Mei Alves de Oliveira, marido da candidata a Deputada Estadual Flávia Lancha (PSD), é suspeito pela prática. Ela nega qualquer ilegalidade.
Contexto
Pouco antes do início do cumprimento das medidas judiciais, Policiais Federal apreenderam aproximadamente R$ 200 mil em espécie, logo após a realização de saque bancário pelo investigado, que estava com outras duas pessoas quando foi abordado. Em diligências, foram recolhidos documentos, anotações e outros materiais relacionados ao pleito eleitoral, que serão analisados no curso das investigações.
Além do já mencionado, foram também apreendidas cinco armas de fogo, cujo contexto de posse e eventual relação com os fatos investigados serão objeto de apuração. A investigação prossegue com a análise do material arrecadado e dos demais elementos de prova, visando ao completo esclarecimento dos fatos e à identificação de eventuais responsabilidades criminais.
Oficialmente, a PF não revela e nem confirma os nomes dos suspeitos, de maneira a não atrapalhar o andamento das investigações.
Esclarecimento
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Flávia Lancha afirma que recebeu com surpresa os acontecimentos, mas que tem absoluta tranquilidade em relação aos fatos. “Meu marido estava realizando o saque de recursos provenientes de nossas atividades empresariais e rurais, destinados ao cumprimento de compromissos financeiros regulares e devidamente documentados. Nossa família atua há muitos anos no setor empresarial e agropecuário, com operações legítimas e transparentes”, declarou.
Flávia destaca que os equipamentos apreendidos encontram-se regularmente registrados e dentro da lei. “Todos os esclarecimentos já foram prestados. Tenho certeza de que a verdade dos fatos prevalecerá! Reafirmo meu respeito às autoridades e às instituições, com plena confiança de que tudo será analisado com objetividade, imparcialidade e respeito à lei”, disse a candidata.
Ainda no vídeo, Lancha discorre que lhe causa estranheza que uma denúncia anônima, querendo atribuir algo corriqueiro da atividade empresarial a um crime eleitoral, ocorra há cerca de três dias da eleição. “Querem me parar, mas não vão conseguir”, finaliza.