Quase nove colisões contra postes são registradas, em média, por dia nas 234 cidades atendidas pela CPFL Paulista. Entre janeiro e junho de 2026, foram contabilizadas 1.607 ocorrências, alta de 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 1.569 registros. Na região de Ribeirão Preto, os números revelam movimentos distintos entre os municípios e reforçam o alerta para a direção segura nos últimos dias da Semana Nacional do Trânsito, que segue até 25 de setembro.
Ribeirão Preto continua sendo a cidade com o maior volume de ocorrências na região, mas apresentou redução no primeiro semestre. Foram 81 registros entre janeiro e junho deste ano, ante 107 no mesmo período de 2025, uma queda de 24,3%.
Em outros municípios, no entanto, o cenário foi de crescimento. O caso que mais chama atenção é Cravinhos, onde as colisões contra postes saltaram de 7 para 26 em apenas um ano, uma alta de 271%. Em Bebedouro, o número mais que dobrou, passando de 10 para 22 ocorrências, crescimento de 120%. Franca também apresentou avanço expressivo, com 50 registros no primeiro semestre de 2026, ante 35 no mesmo período do ano passado, aumento de 42,9%. Já em Sertãozinho, as ocorrências passaram de 12 para 15, uma elevação de 25%.
Os números evidenciam um problema que vai além dos danos materiais provocados pelos acidentes. Dependendo da gravidade da colisão, postes, cabos e outros componentes da rede podem ser comprometidos, ampliando os riscos para motoristas, passageiros, pedestres e moradores próximos, além da possibilidade de interrupções no fornecimento de energia.
“Uma colisão contra um poste pode colocar vidas em risco e trazer consequências para toda a comunidade. Além do perigo envolvendo a rede elétrica e da possibilidade de queda de cabos, esse tipo de ocorrência pode comprometer o fornecimento de energia para milhares de clientes. Por isso, a prevenção e o comportamento seguro no trânsito são fundamentais”, afirma Raphael Campos, gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da CPFL Energia.
As colisões contra postes estão entre as ocorrências mais críticas para a rede elétrica, pois podem exigir reparos complexos. O atendimento ocorre em duas etapas: inicialmente, as equipes de Operação isolam os circuitos e trabalham para restabelecer a energia ao maior número possível de clientes. Em seguida, as equipes de Obras e Manutenção realizam a substituição do poste e a reconstrução do trecho danificado.
Conforme a gravidade da ocorrência, o trabalho pode demandar mais tempo, especialmente quando é necessário aguardar a perícia policial e a remoção do veículo. Quando há identificação do responsável legal pelo acidente, o condutor pode ser responsabilizado pelos custos de reposição do poste, que variam de R$ 3 mil a R$ 14 mil, conforme os equipamentos instalados.
⦁ Em caso de queda de cabos, permaneça dentro do veículo e acione a CPFL pelo 0800 010 1010 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
⦁ Não toque no veículo, no poste ou nos cabos caídos.
⦁ Se houver necessidade extrema de sair do veículo, faça isso sem encostar na lataria, saltando ou arrastando os pés juntos.
⦁ Pedestres devem manter distância e jamais tentar afastar fios partidos
Fonte: Grupo CPFL