O Ministério Público de São Paulo (MPSP), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou em Franca, nesta sexta-feira, 18, a Operação Mimesis, no intuito de combater a venda de roubas falsificadas na internet. Quase R$ 200 milhões foram movimentados entre janeiro de 2021 e julho de 2024.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em sete endereços. O alvo é um grupo suspeito de manter uma estrutura organizada para comercializar, por meio de plataformas de comércio eletrônico como o Mercado Livre, produtos de vestuário falsificados. Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro e a indisponibilidade de bens dos principais investigados, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros, estes últimos até o limite de R$ 3 milhões.
Bases
Segundo os elementos reunidos, a atividade seria desenvolvida mediante a utilização de diversas pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias e perfis de vendedores em plataformas digitais que, embora formalmente distintas entre si, apresentavam significativa integração operacional e financeira.
A investigação aponta ainda divisão de tarefas e coordenação entre os integrantes do esquema, abrangendo a gestão das vendas e dos pedidos realizados pela internet, administração das contas utilizadas nos marketplaces e atividades relacionadas à confecção, ao armazenamento e à comercialização dos produtos. A decisão judicial que autorizou as buscas destacou a existência de indícios de articulação funcional entre os investigados e a existência de locais destinados à confecção e estocagem das mercadorias.
De acordo com análises financeiras, no período compreendido entre janeiro de 2021 e julho de 2024, houve 541.741 lançamentos bancários, totalizando aproximadamente R$ 104,6 milhões em créditos e R$ 95,2 milhões em débitos nas contas das pessoas físicas e jurídicas investigadas.
O cumprimento dos mandados da Operação Mimesis contou com o apoio da Polícia Militar e da Receita Federal.
O material apreendido durante a operação será analisado pelo GAECO e poderá subsidiar o prosseguimento das investigações.
Fonte: MPSP (Adaptado)