Por Pedro Maia
Editor-chefe
Uma enfermeira de 28 anos, Laysa Junielly de Melo, foi agredida em Cristais Paulista – cidade a cerca de 17 quilômetros de Franca – pela mãe de um adolescente que era atendido por ela. O caso aconteceu no domingo, 23 de agosto, na rua José Essado, no Centro.
Segundo Laysa, a equipe de saúde foi acionada para atender a uma criança ferida nas imediações do Poliesportivo Municipal. Chegando ao local, a profissional visualizou um adolescente sentado na guia da calçada, com sangramento na perna e no braço.
Enfermeira fala ao Jornal Verdade
“A gente [ela e o motorista] desceu da ambulância e foi prestar os primeiros atendimentos. Nisso, a mãe dele já se encontrava com um cabo de vassoura tentando acertar um outro homem, que estava em pé discutindo com ela”, disse a colaboradora. “O menino relatou que teve um corte profundo no braço e que estava com um caco de vidro introduzido na coxa. Eu coloquei ele dentro da ambulância e estava tentando entrar, quando ela gritou que se eu o levasse sem ela para algum lugar, ela iria arregaçar minha cara porque ele era de menor”, continuou.
Naquele momento, Laysa pediu calma à mulher e afirmou que esperaria ela se trocar para irem ao Hospital. Um outro moço, que aparece em vídeo gravado por um celular, relatou que a genitora e seu filho estavam embriagados e brigaram. A enfermeira destacou que esperava apenas paciência e respeito para que pudesse atender os dois. Alterada, a mãe do garoto começou a questionar sobre o que eles estavam falando e passou a ofendê-la.
“Apenas o que eu pedi era respeito e educação, que eu ia tratar ela e o filho dela. Ela foi me peitando, me afrontando, até que me agrediu. Antes disso, quando eu cheguei, ela já tinha várias lesões causadas pelo filho, pela briga que eles tiveram antes de chamar a gente. Nisso ela me agrediu fisicamente, verbalmente, com vários chutes, socos e mordidas”, relata Junielly.
Laysa também destaca que a agressora tentou acertar seu rosto com o joelho, momento em que, para se defender, colocou a mão, que posteriormente teve um dedo fraturado. “Após muita luta, ela me soltou, eu entrei dentro da ambulância, fui até o postinho e chamei os policiais. Fiz boletim de ocorrência, fui à delegacia prestar queixa, fiz corpo de delito, fiz tudo. Irei representar e irei jogar pra frente com o processo, porque não acho certo ser agredida da forma que eu fui. Eu estava trabalhando, uma pessoa veio e simplesmente fez isso”, enfatizou.
Polícia
Ambas as mulheres prestaram depoimento e foram liberadas na sequência. As imagens que mostram as agressões físicas e verbais contra a enfermeira foram entregues à Polícia Civil.
O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.