A Câmara Municipal de Franca rejeitou, por 10 votos a 2, a Moção de Apoio N°3/2026, apresentada pela vereadora Marília Martins (PSOL), que se refere à greve mobilizada por estudantes da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em defesa da educação pública, gratuita, democrática e de qualidade.
A sessão contou com a presença de alunos da instituição. Uma representante do grupo falou na tribuna, explicou a greve e reforçou a importância da faculdade no município de Franca, tanto pela inserção de profissionais qualificados no mercado quanto pelo seu papel social. Ela também tratou dos valores repassados à universidade e afirmou que o repasse atual é insuficiente para a manutenção das atividades, especialmente diante da possibilidade de expansão.
Outras reclamações dos estudantes citam a privatização dos restaurantes universitários, críticas recorrentes à qualidade da alimentação oferecida e melhorias no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), assegurando condições dignas de permanência aos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Além destas, são abordadas também a precarização da estrutura universitária e a insuficiência de docentes e servidores contratados.
A moção gerou discussão entre os parlamentares sobre a legitimidade das manifestações de estudantes em unidades da Unesp. Durante o debate, foram mencionados exemplos de uso de violência por parte de alguns manifestantes. Por outro lado, também foi comentada a abordagem considerada truculenta da Polícia Militar em alguns casos.
Apenas Gilson Pelizaro acompanhou o voto de Marília.