Por Pedro Maia
Editor-chefe
O Conselho Comunitário de Segurança Pública (CONSEG) de Igarapava, cidade a cerca de 82 quilômetros de Franca, publicou um informativo em suas redes sociais alertando sobre os crescentes problemas causados pela presença de animais soltos em vias públicas do município.
Segundo o Conselho, para além dos riscos de acidentes de trânsito, moradores relataram ataques envolvendo cães soltos pelas ruas, situação que tem gerado medo, insegurança e preocupação para toda a população ,principalmente no período noturno.
“Infelizmente, mesmo após o tema já ter sido discutido em várias reuniões do CONSEG, os problemas continuam acontecendo sem solução efetiva. Desta vez, a própria filha de um membro da diretoria do CONSEG foi vítima de ataque por cães em via pública, fato que reforça ainda mais a gravidade da situação enfrentada diariamente por muitos cidadãos”, diz trecho da publicação.
Ainda na postagem, o grupo pede providências urgentes dos órgãos responsáveis, como fiscalização, recolhimento de animais em situação de abandono e ações de conscientização junto aos proprietários, para que mantenham seus animais em segurança e não soltos pelas ruas.

Prefeitura de Igarapava
Entramos em contato com a Prefeitura Municipal de Igarapava solicitando um posicionamento sobre o assunto, bem como se há medidas sendo estudadas ou já executadas para sanar este problema. Segundo ela, ações contínuas de controle populacional e bem-estar animal, inclusive com mutirões de castração, estão sendo realizados, e que muitos casos de acidentes e ataques envolvem animais domiciliados que possuem acesso livre às ruas. Confira a nota completa:
“A Prefeitura Municipal de Igarapava informa que vem realizando ações contínuas de controle populacional e bem-estar animal, incluindo mutirões gratuitos de castração para a população, castração mensal de animais de rua e colônias de gatos, além de atendimentos veterinários. Até o momento, já foram castrados 764 animais, sendo mais de 100 em situação de rua, além da realização de mais de 2.300 atendimentos veterinários para animais domiciliados e animais de rua.
O Município não possui canil municipal, motivo pelo qual os animais atendidos são devolvidos aos tutores ou aos locais onde vivem, especialmente nos casos de animais comunitários acompanhados por cuidadores e protetores voluntários, que auxiliam na captura e adoção responsável. Além disso, a Prefeitura vem constantemente orientando os tutores quanto aos cuidados diários com seus animais, incluindo o uso de coleiras, guias e focinheiras quando necessário, a fim de evitar acidentes tanto com os próprios animais quanto com a população.
Ressalta-se ainda que muitos casos de acidentes e ataques envolvem animais domiciliados que possuem acesso livre às ruas, reforçando a importância da guarda responsável por parte dos tutores. Nos casos envolvendo animais que possuem tutores identificados, orienta-se ainda a realização de boletim de ocorrência junto à Polícia Militar ou à Polícia Civil para as providências cabíveis.”