Por Pedro Maia
Editor-chefe
A Escola Estadual Sudário Ferreira, localizada no Jardim Portinari, zona Norte de Franca, inaugurou oficialmente o Programa Cívico-Militar na unidade durante solenidade realizada nesta quarta-feira, 4 de março. A unidade é dirigida pela diretora Giane Talita Costa e pelo Vice-diretor José Luís Teixeira Assis.
A cerimônia aconteceu na quadra de esportes da escola e reuniu representantes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, do Tiro de Guerra e da Secretaria de Segurança, além dos professores, alunos e pais. Houve ainda participação especial da Banda da Polícia Militar de Ribeirão Preto.
“Eu estou muito orgulhosa. Pedi para vocês cantarem o hino com amor, com carinho. Para vocês respeitarem os nossos convidados. Para vocês fazerem o melhor e vocês fizeram. Estou muito orgulhosa, muito apaixonada por vocês!”, disse emocionada a Diretora Giane aos alunos.
Com a adesão ao programa, a escola se junta à E. E. Antônio Fachada, esta no Parque Vicente Leporace I, que iniciou o ano letivo já com a aplicação do modelo. A implantação chega após intensa fase de organização, já que a unidade foi contemplada após a saída de uma instituição de Cajati, na região de Registro.
Na última semana, a E. E. Edda de Souza Marcussi, em São Joaquim da Barra, também realizou a inauguração oficial da modalidade.

Inauguração oficial do ensino cívico-militar na Escola Sudário Ferreira, em Franca (©Divulgação)
Programa Cívico-militar
O Programa Cívico-militar foi escolhido com a participação da comunidade escolar, por meio de consultas públicas, e está distribuído na capital e em 88 municípios. As 100 escolas cívico-militares estão em um universo de mais de 5 mil unidades da rede estadual de ensino, o equivalente a cerca de 2% do total.
Como lembra a Agência SP, o modelo adotado não transforma as escolas públicas de São Paulo em militares. A gestão pedagógica das unidades – como planejamento das aulas, avaliação de aprendizagem e formação dos professores – continua sob responsabilidade da Secretaria de Educação por meio de professores da rede estadual e do currículo regular.
A atuação dos militares é exclusivamente na organização e no apoio à convivência escolar, sem interferência no conteúdo das aulas. Eles têm o papel de monitores na segurança, disciplina e acolhimento dos alunos, além de promoverem valores cívicos nas escolas de São Paulo, como, por exemplo, o hábito de cantar o hino nacional. Nenhum militar ministra aulas ou interfere no projeto pedagógico.
