Por Pedro Maia
Editor-chefe
A Escola Estadual Edda de Souza Marcussi, de São Joaquim da Barra, a cerca de 60 quilômetros de Franca, inaugurou oficialmente a aplicação do Ensino Cívico-Militar na unidade. A Banda Militar de Ribeirão Preto participou da cerimônia, que apresentou aos pais, alunos e toda a comunidade escolar o projeto e os militares que integrarão a equipe.
“Meninos, meninas…Tudo isso é para vocês! O nosso sonho de fazer a nossa escola ser uma referência para todos é para que o futuro de vocês, seja um futuro diferente. Tudo o que nós fazemos aqui é com muito amor, carinho e dedicação, para que em breve vocês possam também fazer a diferença que a gente tanto precisa nessa sociedade”, declarou o diretor Gilson Delmonico.

À frente, o diretor Gilson Delmonico (ao meio) e os militares Tenente Renato e Subtenente Fernando (©Divulgação)
Os agentes militares que atuarão na unidade são de Franca: Tenente Renato e Subtenente Fernando. Vale lembrar que os policiais são contratados através de critérios estabelecidos pela SEDUC-SP (Secretaria da Educação de São Paulo) e a seleção passa, não somente pela Secretaria, como pela SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) e pela Unidade Regional de Ensino. Eles desempenham o papel de monitores na segurança, disciplina e acolhimento dos alunos, além de promoverem valores cívicos, sem ministrar aulas ou interferir no projeto pedagógico.
Como houve a integração?
Em São Joaquim da Barra, houve grande aceitação por parte do antigo diretor da unidade, Wanderley Garcia Júnior, e forte atuação do vereador Luciano Nascimento (PL), que conversou particularmente com a comunidade. A audiência pública realizada a fim de entender como os pais concebiam o projeto reuniu 95% de aprovação.
“É um momento muito feliz e oportuno, de agradecer primeiramente a Deus, porque nos dá o fôlego de vida e a oportunidade de nós enxergarmos a nossa juventude tendo a oportunidade de ter dias melhores. Tudo precisa ter amor. Porque quando os nossos filhos, as nossas crianças chegam à escola, eles também precisam ser recebidos com amor. Eu sou muito feliz por fazer parte deste momento histórico: este projeto não é para nós, é para a cidade, para o Brasil, para que as nossas crianças possam ter um futuro melhor. Meu muito obrigado, essa é a palavra que tenho a cada um de vocês pais, que aceitaram e receberam esse projeto”, destacou o vereador Luciano Nascimento.

O vereador Luciano Nascimento (PL) junto ao diretor escolar Gilson Delmonico (©Divulgação)
A escola foi uma das 100 contempladas pelo Governo de São Paulo após consulta pública com as comunidades interessadas em aderir ao projeto. Em Franca, após intensa mobilização influenciada pelo Sr. Marcos Reginaldo, que liderou um abaixo-assinado com mais de mil assinaturas favoráveis e a adesão de 20 entidades, o projeto chegou às escolas Antônio Fachada e Sudário Ferreira – a última, integrada após a saída de uma escola de Cajati (SP), permanecendo ainda em fase de organização.
De maneira geral, houve oposição por parte da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e ações judiciais por parte de partidos como o PT (Partido dos Trabalhadores) e o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade). Mesmo após derrotas para o Governo de São Paulo no Tribunal de Justiça (TJ), a implementação foi liberada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) ainda em 2025.