Por Pedro Maia
Editor-chefe
Nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, dois investigados por suspeita de homicídio (casos diferentes) pela Delegacia de Polícia de Patrocínio Paulista, a cerca de 19 quilômetros de Franca, foram interrogados pela Polícia Civil, em fase de inquérito policial sob a presidência do delegado Dr. Alan Bazalha Lopes.
Os interrogatórios realizados visam esclarecer as dinâmicas dos crimes e as possíveis autorias. O ponto em comum é que ambos os suspeitos já possuem histórico criminal e estão segregados no sistema prisional de Franca, facilitando a coleta de depoimentos e a continuidade das diligências sem prejuízo à ordem pública.
Primeiro caso
A investigação versa sobre o homicídio de Mateus Costa Generoso, cujo corpo foi localizado em uma área de mata nos fundos do ESF Santa Cruz, em Patrocínio Paulista, no dia 18 de janeiro deste ano. O suspeito, M. F. S., apresentou versões contraditórias.
Após ser confrontado com imagens de monitoramento que o flagraram entrando no trilho da mata no horário do crime, admitiu ter ido ao local, mas alegou que apenas acompanhava um indivíduo e que não conhecia a vítima.
O investigado negou a execução do crime, mas permanece preso na Penitenciária de Franca em virtude de flagrante anterior por tráfico de drogas. As investigações prosseguem para identificar demais envolvidos.
Segundo Caso
No último dia 5 de fevereiro, a equipe policial foi acionada para atender uma ocorrência de encontro do cadáver de Marcos Antônio Romano da Silva, em uma residência na Rua Treze de Maio, 1627, no centro de Patrocínio Paulista. O imóvel é conhecido como ponto de consumo de drogas.
O investigado, W. G. S., negou a autoria do crime, alegando que não frequentava o local desde novembro de 2025 por estar foragido. Indicou, contudo, que a vítima possuía desavenças com outro morador do imóvel. O interrogado admitiu ser usuário de drogas e praticar furtos. Atualmente, encontra-se preso na Penitenciária de Franca, estando à disposição da Justiça.
O caso é dado como morte suspeita / homicídio, mas falta ainda o laudo necroscópico, que determinará a causa, o modo e as circunstâncias da morte.
Detalhe
Segundo o delegado Dr. Alan Bazalha, assim que ocorreram as duas situações, a Polícia Civil do município vizinho junto à DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca foram a campo. No primeiro caso, foi solicitada prisão temporária, que foi cumprida com flagrante de tráfico. O segundo caso, em procedimento do Ministério Público a partir do Promotor de Justiça Túlio Rosa, foi também solicitada a preventiva, cumprida recentemente.
“Nós temos diversas diligências ainda a serem realizadas, nos dois casos que já têm inquérito instaurado, cumprimento de mandado de busca, identificação de pessoas que estavam no local, né? Mas ambos, conforme informado, já estão recolhidos, um preventivamente e o segundo com a prisão temporária de 30 dias. Nos próximos dias, a gente irá representar pela prisão preventiva dele também”, declarou Bazalha.