Mesmo com a economia de forma geral em ritmo menor, o mercado de franquias brasileiro manteve sua movimentação, gerando empregos e renda, e registrou um crescimento nominal de 10,8% no acumulado dos últimos doze meses, e de 9,1% no terceiro trimestre, aponta a Pesquisa Trimestral de Desempenho realizada pela ABF- Associação Brasileira de Franchising. Esse período teve a combinação, no campo macroeconômico, de fatores positivos (menor inflação, elevada taxa de emprego e melhora nos índices de confiança) e negativos (juros elevados e restrição de crédito), com alavancas positivas dentro do setor, especialmente a demanda por serviços, o interesse nas áreas de lazer, entretenimento e turismo, somadas à busca das redes por ajustes operacionais e eficiência.
Com isso, o faturamento do setor avançou de R$ 264,874 bilhões para R$ 293,535 bilhões no período referente aos doze últimos meses. Já no terceiro trimestre frente a igual período do ano passado, o faturamento foi de R$ 76,607 bilhões.
Franca e Estado
Em Franca, o setor cresceu 10%, com faturamento chegando a R$ 165.476.480,00 (cento e sessenta e cinco milhões, quatrocentos e setenta e seis mil, quatrocentos e oitenta reais). Já no estado de São Paulo, no mesmo período, o faturamento cresceu 9,7%, chegando a R$ 26.078.509.769,84.
Segundo a ABF, o franchising brasileiro (presente atualmente em 126 países) continua transformando as localidades onde atua, gerando emprego e renda, e desenvolvendo o empreendedorismo assistido.
“O sistema de franquias alia inovação, capacidade de adaptação em cenários adversos e força coletiva, o que está refletido nesse crescimento do terceiro trimestre deste ano. Crescemos acima da média do varejo e mantivemos nossa trajetória de longo prazo, apoiada em ganhos de eficiência na gestão, no fortalecimento das operações existentes e na capacidade de entregar valor ao consumidor”, afirma Tom Moreira Leite, presidente da ABF.
Empregos e expansão
Entre os elementos mais reconhecidos pelos consumidores – segundo resultados do estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) e pela Datrix – estão: Geração de empregos (79%), Contribuição ao desenvolvimento econômico (90%) e Apoio a pequenos empreendedores (87%). Além disso, 61% dos brasileiros afirmam confiar mais em produtos e serviços de marcas franqueadas, e a imensa maioria, 93%, relata satisfação com as experiências de consumo. O estudo conclui que o setor de franquias atua como um “motor de desenvolvimento econômico e social”, responsável por gerar renda, fortalecer o empreendedorismo e ampliar oportunidades em todas as regiões do País.
A expansão das redes de franquias também avançou no trimestre. O saldo de novas operações resultou em 4.644 delas frente ao mesmo intervalo de 2024, totalizando 200.152 operações de franchising em todo o Brasil.
Segmentos crescem na totalidade
Todos os 12 segmentos do franchising registraram alta do faturamento no terceiro trimestre de 2025. O maior avanço foi registrado em Limpeza e Conservação, com 14,5%. Entre os principais fatores, o segmento se destacou pela transformação habitacional, especialmente nas grandes cidades, com a opção das pessoas por lares mais compactos e ambientes reduzidos; escassez de mão de obra, com aumento da contratação de serviços externos especializados, e pela mudança de comportamento do consumidor, que busca por praticidade e experiências de maior qualidade no serviço.
Saúde, Beleza e Bem-Estar alcançou o segundo lugar, com faturamento 13,1% maior. O desempenho positivo refletiu o aumento do poder aquisitivo e da massa salarial dos trabalhadores, ainda que moderado, a maior flexibilidade na rotina das pessoas, que facilita o acesso a serviços de estética, cuidado e prevenção e a tendência crescente de autocuidado, associada à busca por qualidade de vida.
Já Alimentação – Comércio e Distribuição registrou o terceiro maior crescimento, com 12,7%. O segmento foi beneficiado especialmente pela desinflação, que elevou as margens das redes e aliviou o bolso do consumidor; pelo orçamento familiar mais direcionado ao consumo fora do lar, após a recomposição parcial da renda, e pela dinâmica do mercado de trabalho, com maior retorno ao presencial e maior circulação de pessoas.
Na sequência, temos os segmentos de Entretenimento e Lazer (11,8%), e Hotelaria e Turismo (9,1%).
Metodologia
A Pesquisa de Desempenho Trimestral do Franchising referente ao período de julho a setembro de 2025 envolveu uma base amostral com 409 redes respondentes que representam aproximadamente 40% do faturamento e 31% das operações de franquias. Abrangendo o mercado como um todo, inclusive não associados, os números do desempenho do franchising são apurados em pesquisa por amostragem, cruzados com levantamentos feitos por entidades representantes de setores correlatos ao sistema de franquias, órgãos de governo, instituições parceiras e de ensino. Auditados por empresa independente, os dados divulgados pela ABF são referência para órgãos governamentais de diversas esferas, entidades internacionais do franchising, como World Franchise Council (WFC), Federação Ibero-Americana de Franquias (FIAF) e instituições financeiras