Por Pedro Maia
Editor-chefe
Pela primeira vez em 2025, Franca registrou saldo negativo no mês de outubro na criação de novos empregos. Segundo dados do Painel de Informações do Novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), os desligamentos superaram as admissões, com 5.206 e 5.163, respectivamente, gerando um saldo de -47.
A Indústria, que havia sido a grande responsável pelas carteiras assinadas no mês de setembro, despencou, registrando 142 saídas. Agropecuária e Serviços acompanharam a sequência de desligamentos, com -30 e -25. Os únicos pontos positivos – embora sozinhos não conseguiram manter o quadro geral da mesma forma – foram com o Comércio, com +116, e Construção, com +38.
Sexo, Faixa Etária e Escolaridade
Destrinchando os números por sexo, as mulheres foram as principais contratadas, com 49 admissões. Em contrapartida, os homens finalizaram o mês de outubro com 92 baixas, culminando no saldo de -47.
Pessoas de até 17 anos, de 18 a 24 anos, e de 65 anos ou mais, juntas, foram responsáveis por 162 filiações, número que se quebra ao somar os declínios nas faixas etárias de 25 a 29 anos, 30 a 39, 40 a 49 e 50 a 64. Juntos, representam 205 desligamentos.
Por Grau de Instrução – ou Escolaridade -, aqueles que possuem apenas Fundamental Completo ou Médio Completo são os principais demitidos, conforme gráfico abaixo:

Estado de São Paulo
(Agência SP) O estado de São Paulo criou mais de 500 mil vagas de emprego com carteira assinada nos primeiros 10 meses deste ano. Os dados são da Fundação Seade, com base nas informações do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No acumulado de 12 meses (de novembro de 2024 a outubro de 2025), foram 348 mil oportunidades. Só no mês de outubro, o saldo foi de 18,5 mil novos postos de trabalho.
Em todos os períodos, houve crescimento na criação de vagas de emprego no estado: 0,12% em outubro, 3,51% no acumulado do ano e 2,4% no acumulado de 12 meses. Além disso, o estado criou 21,7% do total de vagas com carteira assinada do país em outubro, 28% do total nos primeiros 10 meses e 26% em 12 meses. Assim, São Paulo se consolida como a unidade da Federação que tem maior saldo de vagas do país.