Por Pedro Maia
Editor-chefe
Na última semana, o Sistema Muralha Paulista entrou em operação em Rifaina, a cerca de 69 quilômetros de Franca. O programa é do Governo do Estado de São Paulo e utiliza tecnologia de reconhecimento facial e de placas para monitorar a segurança.
O sistema, que começou a funcionar na cidade no início de outubro, une dados de câmeras do Estado com os da Guarda Municipal, enviando alertas em
tempo real para a polícia em caso de suspeitas. Rifaina é a primeira cidade da região de Franca e do Nordeste Paulista, fora da capital, das grandes cidades e com menos de 10 mil habitantes a adotar essa inovação de segurança pública integrada.
Como o sistema funciona em Rifaina?
Tecnologia de ponta: Câmeras com inteligência artificial leem rostos e placas de veículos, verificando a simetria facial para identificar pessoas.
Integração: Os dados coletados são integrados ao sistema do Governo do Estado, que rapidamente busca pendências e envia alertas para o centro de operações responsável.
Foco na segurança: O objetivo é combater a criminalidade, e o programa já contribuiu para a captura de pessoas procuradas pela Justiça em Rifaina desde sua
implementação.
Expansão: O programa está sendo expandido para outras cidades e, em uma nova fase, permite que cidadãos e comércios integrem suas câmeras particulares ao sistema de monitoramento policial.
Governo do Estado
O programa foi criado pelo governador Tarcísio de Freitas e tem como objetivo aumentar o monitoramento por câmeras de segurança e integrar os dados a
sistemas digitais da polícia, restringir a mobilidade criminal e aumentar a probabilidade de prisão de criminosos durante seus deslocamentos no território
paulista. O Muralha Paulista é constituído por um conjunto integrado de soluções tecnológicas de infraestrutura física, de operação em nuvem e de inteligência
artificial, integra câmeras de todo território estadual às forças de segurança, monitorando cidades e rodovias.
Conectado ao sistema Cortex, software reúne uma base de dados nacional, tudo operacionalizado por meio da integração, no centro de fusão de dados (“fusion center”) da Secretaria da Segurança Pública, onde o software de reconhecimento facial é rodado, possibilitando reconhecer procurados pela justiça, veículos furtados ou roubados e também pessoas desaparecidas.
A ferramenta, criada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), com o início da operação em Rifaina, já totaliza em cinco cidades no Estado — entre elas São Paulo, Praia Grande, São Carlos, Indaiatuba e agora Rifaina. “A política pública integra câmeras de monitoramento dos municípios ao sistema estadual, permitindo a identificação automática de foragidos da Justiça, pessoas desaparecidas e veículos roubados ou furtados”, comentou o vice prefeito Cidinho.
“Esse é um grande avanço em segurança pública com uso de tecnologia. O sistema gera alertas em tempo real e tem sido fundamental para o controle da mobilidade criminal, fortalecendo a atuação das nossas forças policiais”, afirma o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite. O processo de integração passa por etapas de análise jurídica e compatibilidade tecnológica. A meta é cadastrar todos os municípios interessados.
Outros detalhes
Além da integração de imagens, o Muralha Paulista disponibiliza aplicativo exclusivo para agentes das polícias Civil, Militar e Guardas Municipais, permitindo consultas imediatas: o app revela se um suspeito está foragido, cadastrado em plataformas de entrega, verifica o IMEI de celulares, o registro de armas e mais. A tecnologia do programa faz cruzamento de dados com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e usa reconhecimento facial para identificar suspeitos. Em caso de correspondência, um alerta é enviado ao centro de operações responsável.
“É a primeira vez que o Estado conecta os municípios em um sistema unificado de segurança pública, funcionando como um grande concentrador de dados”, destaca Rafael Ramos, subsecretário de projetos da SSP.
A governança e a proteção de dados são garantidas por decreto. O programa opera com acesso restrito, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e éacompanhadopela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
**Com informações da Agência SP