No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, especialistas reforçam que os danos do cigarro vão além do câncer de pulmão e das doenças cardíacas. Estudos publicados no Jornal Brasileiro de Pneumologia mostram que fumantes têm até três vezes mais chances de desenvolver apneia do sono – distúrbio caracterizado por interrupções na respiração durante a noite, que provocam ronco, fragmentação do sono e fadiga diurna.
“O risco maior se deve à ação da fumaça do cigarro, que irrita e inflama os tecidos do nariz e da garganta, provocando inchaço nas vias aéreas superiores. Esse estreitamento facilita a obstrução da respiração durante o sono, aumentando os episódios de apneia”, explica Dr. Geraldo Lorenzi Filho, pneumologista da Biologix, empresa especializada em medicina do sono.
A apneia do sono não tratada está associada a hipertensão, arritmias e maior risco cardiovascular. Além disso, segundo a American Lung Association, o tabagismo permanece como uma das principais causas evitáveis de morte no mundo. Para o Dr. Geraldo Lorenzi Filho, abandonar o cigarro é um passo decisivo não apenas para reduzir esses riscos, mas também para melhorar a qualidade do sono.
“Terapias de reposição de nicotina, acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida, como prática de atividade física e higiene do sono, são aliados importantes nesse processo. Reconhecer a relação direta entre tabagismo e sono é essencial para iniciar uma jornada mais saudável”, orienta o pneumologista.