Por Pedro Maia
Editor-chefe
Nesta semana, o Brasil comemorou o Dia Nacional da Saúde, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da educação sanitária, bem como para um estilo de vida mais saudável. Segundo dados do IPC Maps, especializado em potencial de consumo brasileiro, o setor de saúde deve movimentar no País cerca de R$ 502,2 bilhões ao longo de 2025, o que representa um acréscimo de 11,4% em comparação ao ano passado.
De acordo com o levantamento, só com planos de saúde e tratamentos médico dentário a expectativa é de que as despesas atinjam R$ 263,3 bilhões. Igualmente significante, os desembolsos com medicamentos deverão somar R$ 239 bilhões no mesmo período.
Em Franca, a previsão é de que supere R$ 1,25 bilhão, 2% a mais que em 2024. Os cálculos levam em conta despesas com medicamentos e itens para curativos, bem como com bens e serviços relativos a planos de saúde e tratamentos médico e dentário.
Município
Destrinchando-se os números, em Franca, acredita-se que, pelo menos, R$ 580,1 milhões serão gastos com medicamentos, e R$ 675,6 milhões com plano de saúde ou tratamento médico e dentário. No ano passado, R$ 563 milhões foram destinados aos remédios e R$ 668,2 a planos e tratamentos. De acordo com o levantamento, são 218 farmácias em Franca, 6 a menos que em 2024.
Os dados apresentados também podem ser separados em classes sociais:
Medicamentos são mais gastos com a Classe C (R$ 294,3 milhões), seguidos da Classe B (R$ 195,4 milhões) , A (R$ 47,9 milhões) e D/E (R$ 42,3 milhões).
Plano de Saúde ou Tratamento Médico e Dentário são dispendiados principalmente pela Classe B (R$ 326,5 milhões), acompanhados da Classe C (R$ 204,4 milhões), A (R$ 130,3 milhões) e D/E (R$ 14,2 milhões).
Linhas gerais
Na liderança do ranking nacional, o estado de São Paulo responderá por mais de R$ 150 bilhões dos gastos com saúde; seguido por Minas Gerais com R$ 57,6 bilhões; Rio de Janeiro e seus R$ 48,1 bilhões; e Rio Grande do Sul, na quarta posição, totalizando R$ 33,3 bilhões nas despesas das famílias com saúde.
Para Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps, essa ampla movimentação no setor pode ser explicada pelo aumento da população idosa, que “acaba impondo maior demanda por medicamentos e cuidados médicos”.
Já, na contramão dos gastos, está a quantidade de farmácias no Brasil. Do ano passado para cá, cerca de 476 unidades abaixaram suas portas, totalizando hoje 123.089 estabelecimentos.