Nos últimos anos, em sua totalidade, a economia brasileira cresceu significativamente, especialmente a partir do movimento de uma série de setores. No varejo, em 2024, a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstrou que as vendas no setor fecharam com uma alta de 4,7%, atingindo o maior crescimento registrado até então, em 2012, momento em que o valor foi de 8,4%.
Na economia, as relações escalares são fundamentais para compreender a totalidade dos fenômenos. Por esse motivo, o crescimento do varejo na escala macroeconômica é reflexo do processo de desenvolvimento e melhora das forças produtivas na escala microeconômica.
Conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o comércio representa 27,91% dos empregos formais em Franca. Sozinho, o comércio varejista registra 21,80% das vagas. Não é à toa que, em maio deste ano, a cidade contabilizou 102.710 trabalhadores registrados. No município, situado na região nordeste do estado de São Paulo, o comércio constitui-se como um dos pilares elementares para a geração de empregos.
Atualmente, no início de 2025, um acordo realizado entre o Sindicato dos Empregados do Comércio e o Sindicato do Comércio Varejista de Franca, além de estabelecer novos direitos e condições de trabalho para os trabalhadores da cidade, aumentou o piso salarial da categoria de R$ 1.899,20 para R$ 1.994,16.
É importante ressaltar que o processo de crescimento do varejo no geral coincide com a celebração do Dia do Comerciante, comemorado em 16 de julho, movimento que reforça o papel estratégico do setor na geração de empregos, renda e dinamismo dos fluxos econômicos.
Com o aquecimento do mercado, surgem novas oportunidades para pequenos empreendedores e marcas locais que apostam em diferenciais, como personalizar camisa, por exemplo, atendendo a um público que valoriza exclusividade e originalidade.
De acordo com a pesquisa realizada pela Global Growth Insights, empresa de análise de mercado que monitora as tendências de setores como vestuário sob medida, este nicho cresceu de US$ 54,76 bilhões em 2024 para US$ 59,99 bilhões em 2025, e deve atingir US$ 124,55 bilhões em 2033.
Os empreendedores que oferecem este tipo de serviço podem aproveitar o crescimento do setor atrelado a este nicho em específico, sobretudo em um momento de crescimento do setor de vestuário e calçados. No fim, é importante compreender que a tendência para os próximos anos é de que o município continue crescendo conforme o desenvolvimento nacional.