A ponte que liga as cidades de Rifaina, na região de Franca, e Sacramento, em Minas Gerais, está com muitas avarias e poderá protagonizar graves acidentes. Essa é a conclusão após uma ampla vistoria realizada por engenheiros na última quarta-feira, 9 de abril. A obra, que tem mais de 50 anos, é utilizada diariamente por milhares de pessoas.
Diante das constantes reclamações sobre o estado de conservação e a ausência de manutenção rotineira na ponte, que fica sobre a Represa da Jaguara, o Ministério Público Federal interveio há alguns meses e está apurando de quem vai cobrar providências e os devidos reparos no local.
Por determinação do MPF foi realizada uma fiscalização técnica por engenheiros dos DERs – Departamentos de Estradas e Rodagens – de São Paulo e Minas Gerais.
O nível da represa foi, inclusive, reduzido para possibilitar o trabalho. O laudo será encaminhado ao Ministério Público, que vai definir se fará um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta – ou acionará judicialmente os responsáveis pela manutenção.
A questão é que a ponte, que liga os dois municípios mas é utilizada por pessoas de toda a região, era de responsabilidade federal, por meio da CEMIG – Companhai Elétrica de MG -, que foi privatizada anos atrás. A Engie, empresa que comprou a estatal, não tem obrigação de fazer a manutenção e conservação.