Por Pedro Maia
Editor-chefe
O vereador Marcelo Tidy (MDB) entrou com uma representação junto ao Ministério Público Estadual contra a Fazenda Pública Estadual para apurar eventual responsabilidade do Estado de São Paulo quanto ao abandono do ‘esqueleto’, prédio localizada no cruzamento da Av. Adhemar Polo Filho com a Rua Maria Martins Araújo, no Jardim Luma.
De acordo com o texto, enviado na última sexta-feira, 28 de fevereiro, o imóvel em comento encontra-se em franco abandono há décadas, sem nenhuma providência do poder público. “Haja vista que o local já fora palco de acidentes, e serve de esconderijo a toda sorte de delinquentes para a prática de delitos”, declara Tidy no documento.
“O estado de abandono em que se encontra o prédio é motivo de inúmeros transtornos aos residentes do entorno, pois, não bastassem os problemas acima elencados, a péssima conservação do prédio, com o acúmulo de entulhos, detritos, matos etc., atrai as mais diversas pestes para o local, como ratos, animais peçonhentos e serve de criadouro para o mosquito transmissor da Dengue”, relata. O parlamentar anexou junto à representação notícias como de que o prédio serviria caso estivesse em plenas condições de uso, mas também questões polêmicas, como o jovem que foi encontrado morto no local, pessoas que invadiram o prédio, entre outras.
Crítica
“Nota-se a flagrante malversação do dinheiro público, dado o abandono de um prédio público hígido, apesar de inacabado, porém de grandes dimensões, que poderia abrigar um sem número de serviços essenciais à população”, expõe no documento.
Por fim, o vereador pede ao MPE a devida apuração das causas e responsabilidades sobre o abandono em que se encontra o aludido imóvel, bem como para que se promovam as necessárias medidas de destinação do prédio. “Por todo exposto, solicito as devidas providências do Ministério Público para a instauração da competente ação contra a Fazenda do Estado de São Paulo, no afã de compeli-lo a apurar as eventuais responsabilidades sobre o caso, no afã de se garantir a correta e eficaz destinação do próprio público aos francanos”, conclui.