Por Pedro Maia
Editor-chefe
Nesta terça-feira, 18 de fevereiro, após quatro dias da publicação da matéria que falava sobre a suposta superlotação em um ônibus da linha 128 da Empresa São José, atual responsável pelo transporte público de Franca, enviou uma nota à reportagem esclarecendo o ocorrido.
Os usuários questionavam a lotação do ônibus, pois, de acordo com o vídeo gravado por uma das passageiras, o espaço era “desumano”.
“Esse espaço no ônibus é desumano. Não tem cabimento para nós que dependemos do ônibus para ir ao trabalho todos os dias, isso não pode acontecer”, reclama uma usuária. “Nós somos seres humanos, não somos porcos”.
A passageira que gravava a situação emendou: “Lotado, lotado o ônibus da UNIFRAN. Ficou gente lá no terminal… lotado!”
De acordo com a empresa, o vídeo foi gravado em horário de pico e, mesmo assim, o ônibus em questão ainda não havia atingido a quantidade máxima permitida. Além disso, um outro transporte é programado para o mesmo trajeto com diferença de cinco minutos entre um e outro. Confira a nota na íntegra:
“A São José esclarece que o vídeo foi gravado em horário de pico, período em que existe uma maior concentração de usuários, situação considerada tecnicamente normal em todos os meios de transporte coletivo em nível mundial (trens, metrôs, ônibus etc). E em relação ao vídeo específico, filmado na linha da Unifran, com saída às 6h30, informa que o veículo da linha 128 – Unifran, tem capacidade permitida para transportar 77 pessoas, das quais 41 sentadas e 36 em pé.
Como a concessionária utiliza tecnologia que permite aferir a quantidade de usuários transportados, informa ainda que foram transportados 69 passageiros no horário, ou seja, inferior ao permitido.
Esclarece também que existe mais um horário, o das 6h35, linha 115 – Elimar via Unifran, cujo veículo tem a mesma capacidade do anterior e que o mesmo foi utilizado por 56 pessoas.
O uso de tecnologias modernas permite que os dados do Centro de Controle Operacional (CCO) da São José sejam utilizados para fazer os ajustes necessários, conforme a demanda existente.
A concessionária permanece à disposição para os esclarecimentos que se façam necessários.”