Lauro Cesar Veloso, da Redação
O prefeito Alexandre Ferreira parece disposto a ceder quando se trata de aplicar na prática algumas propostas mostradas por outros candidatos concorrentes nas eleições deste ano. A primeira atitude que declarou entre seus aliados foi que o ex-deputado Dr. Ubiali (PSB) será convidado a opinar na área de Saúde diante de proposta para usar a Telemedicina, ponto principal da campanha de outro candidato, Alexandre Tabah (Novo), enquanto o médico propunha também adotar prática de cirurgias emergenciais nas UBS, com incremento de novas unidades regionalizadas na cidade.
Moradores de Rua
O problema do Centro POP o prefeito não quer acatar sugestões para se poupar e, supostamente, continuar recebendo verbas para manter o núcleo a ponto de anunciar a construção de outro, dentro de um novo programa do governo estadual, em que chegou também a anunciar ‘gratidão’ a Tarcísio de Freitas pela posição de não desistir da coligação do Partido Republicanos na chapa e, agora, com o projeto ‘novo’, que se assemelha ao mal assimilado Centro Pop e os problemas que deixa na cidade.
Cultura, a revisão
De seus erros e desacertos nos últimos anos parece que A. Ferreira ainda não assimilou o mal que faz à Cultura ao dar poderes ao grupo que colocou na Fundação de Esportes, Artes e Cultura que, na prática, ‘afundou’ de vez uma série de projetos com o timbre de sucesso na área, caso mais inaceitável da falta de apoio e recursos para que a Orquestra Sinfônica tenha sua existência assegurada e não o futuro incerto de agora.
De outro lado, ele prefere manter a desnecessária Expoagro de shows musicais no lugar de um evento de peso econômico do Agronegócio, como acontece na vizinha Ribeirão Preto que movimenta o turismo, a gastronomia e os negócios, quando gera bilhões de reais com a Agrishow. Talvez uma questão de falta de visão e interesse em algo que seria de sua formação profissional restrita a expedientes de gabinete e nunca em sintonia com o crescimento do Agronegócio.
O peso da FEAC
Usando sua influência dentro da maioria absoluta na Câmara de vereadores, o prefeito conseguiu impedir uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito – que traria a publico onerosa despesa de recursos administrados pela FEAC, transformado num cabide de empregos de seus ajudantes de campanhas, onde se incluem professores de Educação Física, dançarinos, animadores de festas infantis, poetas, músicos e pintores.
O “peso morto” que instalou no órgão em nível de autarquia tem agora a saída de fechar a mal gerenciada organização de misturar esportes, com eventos de cultura e artes, resulta na adoção do que João Rocha (PL) também propunha fechar e dividir em duas áreas importantes, com autonomia para Esportes e outra de Cultura e Turismo, o que era também planejado pelo ex-prefeito Gilson de Souza e, proposto como pauta do projeto Franca Cidade Modelo, atacado por seus infiltrados de ocasião.
Auditoria externa
Ao declarar que pretende fechar a FEAC, transformar em secretaria, A. Ferreira não pode iludir a população antes de mostrar o rombo que ali está ocorrendo diante, ao que se supõe, de erros e abusos de má gestão, onde se impõe agora, ainda durante a atual legislatura, mesmo que em sessão extraordinária, que os vereadores peçam em tempo recorde a contratação de uma Auditora Externa (não da Prefeitura como às vezes se faz para emitir relatórios de resultado inócuo).
A responsabilidade tem que ser apurada, punida e não ‘jogada sob o tapete’ de um ano para outro e, simplesmente, extinguir a fundação sem avaliar o que de fato se fala a respeito dessa autarquia. Inclusive, como sugerem especialistas, que se conduza a auditoria com participação de representantes do Ministério Público de São Paulo. (LCV)