Texto: Prof. José Celso Ramos, “Bota”
O maior vencedor
Na minha convivência com o maior vencedor de nossa Franca, Hélio Rubens! Aprendi muitas coisas e uma das suas atitudes que mais admiro nele, era seu verdadeiro ódio pela derrota. A viagem de volta para Franca depois de uma derrota era terrivelmente dolorosa, perder em Franca então era inimaginável. “A derrota tem que doer senão não há aprendizado nem crescimento” dizia ele! Acho que essa é uma característica de um grande vencedor!
Preocupo-me atualmente com a forma que estamos encarando as derrotas, desde o time de cima até as categorias menores do Sesi Franca, sempre há uma justificativa na ponta da língua, depois de cada derrota. Amenizar a dor com justificativas, não nos leva a nada. Quem quer sempre dá um jeito, quem não quer justifica! Já dizia a sabedoria popular…
Reencontros, 40 anos depois
O nosso querido amigo Wladimir conseguiu reunir a equipe Infantil de 1984, primeira campeã de basquetebol estadual por Franca. Em 2014 fez uma confraternização de 30 anos em sua casa, onde conseguiu reunir todos os participantes daquela odisseia. O legal dessa história, foi que conseguiu contatar os irmãos Zezinho e Luisinho, que eram de Birigui e participaram da equipe somente naquele ano do título.
No ano seguinte resolveram deixar o basquetebol e estudar. Zezinho pediu para o Wladimir arrumar um táxi para que pegassem eles no aeroporto, e pudessem dar uma volta pela cidade, Wladimir disse que iria pegá-los pessoalmente, o que Wladimir não sabia e que aqueles amigos queridos vinham em avião próprio, e eram extremamente bem-sucedidos como profissionais da advocacia tributarista.
O melhor foi ouvir da boca deles que o fato de terem conseguido o que conseguiram, se devia principalmente àquela experiência vitoriosa que viveram em Franca. Isso os encheu de confiança para lutar por grandes objetivos. No próximo sábado todos estarão em Franca outra vez, Michel Cury e seus discípulos irão celebrar os 40 anos da inédita vitória de 1984.
Lembrança da “meninada”
EM PÉ: Michel, Claudio Igarapava, Fernando Minucci, Luizinho e Zezinho (irmãos Birigui), Wla, Marião, Jorge Wattfy. AGACHADOS: Xavier Wattfy, Renato, Kall (Ricardo), Tio Chico (Alexandre Wattfy), Cláudio Maniglia, Rodrigo, Guto Salmazo e Gustavinho Monteiro.
Documentário “Sportv”
Numa entrevista nesta semana o jornalista Tarian Chaud, perguntou: “Sinto o basquetebol de Franca, meio que estacionado em seus objetivos, para onde você acha que ele deveria ir, quais seriam os seus objetivos?”
Sinceramente, fiquei meio que sem palavras, pensei… a princípio isso não é problema meu, mas depois refletindo, acho que a princípio poderíamos voltar mais a acreditar na consagrada filosofia de jogo, baseada numa defesa forte, velocidade na transição, é um jogo coletivo forte.
Quando as coisas estão difíceis, o ideal é investir no coletivo e na força do grupo como equipe. E pensei também: poderíamos voltar a inovar, começando pelo Helinho que, ao escolher seu novo assistente ao invés de fazer o convencional, inovar tendo dois assistentes, um especialista na defesa e outro no ataque, seria algo que a acrescentar muito na parte técnica da equipe.
“Dono do basquetebol de Franca”
Nesta semana a equipe da Olé Produções veio a Franca, colher material de um maravilhoso documentário sobre a história do nosso basquetebol e será apresentado, possivelmente no segundo semestre de 2025, no Sportv! Imensamente agradecido, é uma grande honra para nosso basquetebol.
Entrevistaram mais de 40 pessoas, e a Diretora Claire está espantada com tanta gente que se julga “dono” do basquetebol francano! E perguntou ao final da entrevista: “Para você quem é o dono do Basketball de Franca?”
Pensei… e achei por bem devolver a pergunta, ela disse: “Sinto que atualmente o basquete francano está muito elitizado, deve se voltar mais para o povo, verdadeiramente seu único dono”.
Professor José Celso Ramos, o Bota.