Esther Minah D. Policci, da Redação
Lembra dela? Aquela… ‘decoração’, aproveitada da gestão Gilson de Souza e superfaturada acima de R$ 1, 2 milhão, tal qual a contratação dos falsos médicos que também gerou até inquérito no Ministério Público, devolução de (parte) da verba, pessoas perderam empregos. E tudo no cenário da principal praça da cidade, onde hoje se vê a horrorosa situação de feiuras, descasos e incompetências na gestão de Alexandre Ferreira, vai receber ‘luzinhas’ de Natal! Como dizia vovó: ‘Meu filho, você ainda vai ver coisas!’.
Dentro desse contexto bem conhecido e ‘inesquecível’ para a população, onde qualquer avenida ou bairro fora do ‘circuito’ não deu direito aos comerciantes terem iluminação atraente, porque era função dada pelo prefeito a um vereador balconista de farmácia na Cidade Nova ‘selecionar’ onde e quando a decoração seria colocada.
O trecho premiado foi uma rua de comércio antigo naquela região (Álvaro Abranches), enquanto nas avenidas de novos atrativos e altos investimentos de empreendedores, como Paulo VI, Champagnat, São Vicente, Chafic Facury, Emilio Paludetto e Jaime Tellini (sem contar dos bairros no complexo Aeroporto e anexos), tudo ficou na mesmice da escuridão, sujeira nos canteiros, iluminação péssima, imundície de sarjetas e terrenos sujos.
Os impostos dos comerciantes, contudo, foram arrecadados e pagos nessas avenidas e ruas transversais, sem qualquer reciprocidade na ornamentação com as ‘luzinhas’.

(©Wilker Maia/Acif)
Decoração eleitoreira
Agora, de olho e boca-grande em reeleição, a FEAC, braço sem controle de verbas que sequer foi alvo de uma CPI que vereadores falastrões armaram e virou cinzas, vem notícia dessa despesa sem necessidade, enfeitando as praças esquecidas e, na maior ‘cara de pau’, ainda vão iluminar o decadente prédio semi arruinado do ex-colégio Champagnat!
Será que tem amnésia incurável esses ‘iluminadores’ do abuso? Ou pensam que os francanos são bobos, otários e estúpidos de aceitar uma despesa dessas? A síntese da notícia está a seguir. Tem número: é o “13”. E não cita valores, mas vamos pesquisar quando o negócio for fechado na dita FEAC.
A verba da gastança
A FEAC (Fundação Esporte, Arte e Cultura) publicou no Diário Oficial do Município da quinta-feira, 17, o aviso de licitação referente ao Pregão Eletrônico 0013/24, visando a contratação dos serviços de decoração natalina. As empresas interessadas terão prazo para preparar e apresentar as propostas, até às 9h30 do dia 1º de novembro e a abertura será na sequência, no formato on-line.
Junto com os serviços, compreendendo a instalação da iluminação de Natal nas três principais praças do centro, sendo a Nossa Senhora da Conceição, Barão e Carlos Pacheco, a empresa ficará responsável pelo fornecimento dos produtos necessários, incluindo as peças decorativas, material elétrico e manutenção, para que o sistema permaneça funcionando das 18h às 6 horas, entre o período de 28 de novembro e 6 de janeiro de 2025. A retirada da decoração deverá ser feita entre os dias 6 e 31 de janeiro do próximo ano.
O edital completo está disponível: www.portaldecompraspublicas.com.br e as propostas para as empresas que desejarem participar, seriam feitas desde sexta-feira, 18. O edital prevê que a empresa deverá concluir a decoração até o dia 26 de novembro e realizar os testes finais no dia seguinte para acioná-la no dia 28 de novembro.
Concluindo a desfaçatez
Durma-se com um barulho desses! De novo, tirando onda na cara do povo que só tem nas mãos a ‘arma’ do voto livre para conter no domingo, 27 de outubro, essa volúpia de gastos abusivos, serviços de baixa qualidade, desrespeito às tradições e um sem-número de problemas vividos na Saúde, Educação, Ação Social, Segurança, Artes, Trânsito, falta de oportunidades de trabalho na economia decadente. Festejar o que??
Nem cabe mencionar que, por ser um assunto tão sério e preocupante, que onera a população com uma decoração desnecessária, seria função útil dos vereadores questionar, impedir que tal acontecesse novamente. Mas, já garantindo seus bônus para 2025, a maioria faz de conta que tudo não passa de ‘inquietação’ de minorias. Será?