Acusado de sequestro e cárcere privado, um homem que se apresenta como pastor foi condenado nesta terça-feira (27/8) a 4 anos e 4 meses de prisão em regime inicial fechado. Segundo denúncia do promotor de Justiça Túlio Rosa, o réu manteve pessoas com deficiência psicossocial, a maioria idosos, em uma casa de saúde irregular situada em Patrocínio Paulista.
As vítimas eram mantidas em um imóvel alugado na zona rural do município. Segundo o apurado, o local não contava com divisórias, tinha um único banheiro não adaptado e apresentava condições incompatíveis com os requisitos mínimos, seja para uma comunidade terapêutica ou instituição de longa permanência para idosos. A casa era coberta por telhas de amianto, sem forro, com poucas janelas e baixa ventilação, apresentando ainda rachaduras, fiações expostas e ausência de piso. Como existia um galinheiro e um chiqueiro próximos, insetos proliferavam no espaço. Não havia cuidadores, enfermeiros, médicos ou quaisquer profissionais aptos a ministrarem qualquer tipo de tratamento.
De acordo com os autos, o réu cobrava entre R$ 600 e R$ 750 das famílias das vítimas, que não podiam deixar a casa “seja pela falta de consentimento do acusado, seja pela ausência de possibilidade física, dado o isolamento geográfico e de comunicação em que se encontravam”.
O mesmo homem foi responsável por uma comunidade terapêutica que funcionou em Cristais Paulista e foi interditada em razão de irregularidades.