Os projetos ‘Guardiões de Memórias’ e ‘Nacüã’ tiveram seu começo ao início do ano, não só pela necessidade de atender a lei 10.639 (que visa incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”), mas o de desenvolver em sala de aula práticas que permitissem formar o cidadão consciente e dar possibilidades de ampliar seu horizonte existencial, cultural e crítico por meio das aulas.

As Coordenadoras de Arte – Diana Gomes da Silva e Natália Maria Ricci Maia (©Divulgação)
Além da urgência social e a necessidade de mudanças, as Coordenadoras de Arte Diana Gomes da Silva e Natália Maria Ricci Maia propõem para o ensino de arte e educação, a possibilidade e a responsabilidade de provocar a aprendizagem para que estudantes se reconheçam e valorizem a diversidade étnica e cultural da qual todos fazemos parte. Desta forma, os professores de arte trabalharam durante o ano de 2023 nas duas culturas, sem deixar de lado o currículo referente ao ano escolar de cada turma.
“No primeiro semestre houve o projeto ‘Nacüã’, que fala sobre a cultura indígena e, no segundo semestre, que é este da exposição, está sendo o ‘Guardiões de Memórias’, da cultura afro”, afirma Natália. A exposição – que será aberta ao público – começa na próxima segunda-feira, 4, a partir das 10h, na Secretaria de Educação, se estendendo até o dia 13.
Somando as formações oferecidas pelas coordenadoras, seguiram as formações realizadas pela UNESP, que trouxeram mais conhecimento e alcançaram profissionais de outras áreas da educação. A exposição será a culminância que receberá parte dos trabalhos realizados nas escolas. Será um momento que, a convite dos professores, estudantes e famílias poderão ver o trabalho dos seus educandos em um espaço de exposição fora do ambiente escolar. Além disso, as práticas e as reflexões que seguem internalizadas em professores e estudantes poderão alcançar outros públicos.
A materialidade da exposição será a ‘CAIXA’. Esta virá carregada de simbolismo, pois ao mesmo tempo em que ela será o suporte, discute o deslocamento da caixa para o campo da arte. A simplificação da forma convida ao estímulo sensorial de sua dimensão espacial. A caixa é a Memória Ancestral. Também será a memória de tudo o que foi produzido, refletido, ensinado, aprendido nas escolas. Na exposição, essas caixas/memórias serão uma espécie de Guardiãs, onde professores e estudantes exploraram em todas as linguagens da Arte as potencialidades implícitas nas desestruturações e fragmentações das lógicas do objeto artístico.

A caixa Memória vai contar a história dos processos desenvolvidos nas escolas que os levaram a refletir as “Potências do Conhecimento”, não só o artístico, mas também o científico dos povos africanos.

Objetivo geral do projeto nas escolas:
Valorizar o patrimônio cultural material e imaterial dos saberes de matrizes africanos e afro-brasileiro, despertando em professores e estudantes o interesse e a necessidade de conhecer e reconhecer as culturas diversas, através da promoção de práticas e reflexões que favoreçam a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas de modo ético, responsável e antirracista, dialogando com os temas contemporâneos.
Objetivo da exposição:
Apresentar um recorte dos trabalhos desenvolvidos nas escolas pelos professores de arte e construir, de forma didática, possibilidades de expressão e interpretação da diversidade cultural como uma forma de ver, viver e conviver com a arte no espaço acadêmico.

Exposições acontecerão na Secretaria de Educação até o dia 13 de dezembro (©Divulgação)