Transporte e merenda escolar, atendimento na Saúde, projetos de recreação e toda a cobertura financeira para os habitantes estão bloqueados por ato de cinco vereadores da cidade que, em sessão extraordinária no último sábado, decidiram votar contra a proposta de suplementação orçamentária do prefeito Gerson Luiz Alves e, por interesses próprios, votaram a favor de outro projeto, de autoria do Legislativo, assegurando-lhes pagamentos para seus salários, de assessores e funcionários. Neste foram unânimes…
Os recursos financeiros existem e poderiam ser utilizados pelo prefeito para compromissos e pagamentos pontuais do funcionalismo, além de numerário para as obras e manutenção dos principais serviços, inclusive de assistência social a famílias de desempregados e pessoas enfermas, numa cidade notoriamente de vocação rural e do trabalho mais voltado ao agro, o forte da economia itirapuanense.
“Os interesses políticos se sobrepõem ao programa assistencial e manutenção dos serviços além do pagamento dos salários, deixando Itirapuã desassistida e ainda, como preveem técnicos da administração, numa situação jamais imaginada em que, mesmo tendo recursos financeiros instala-se uma crise econômica e política, sem precedentes ao longo das últimas décadas”, avalia o prefeito Gerson Luiz Alves.
CINCO CONTRÁRIOS – Dos nove vereadores que compõem a atual legislatura em Itirapuã, cidade na microrregião de Franca com 6.700 habitantes, cinco deles não aprovaram o projeto do Executivo. São eles Daniel Antônio Ferreira (PSB), Aquinelo Leite da Cruz e Rodolfo de Souza Lourenço (ambos do PTB) e Rodrigo Donizete Monteiro e Edvaldo Takashi Matsumoto (do PL), se opuseram ao que seria essencial, inclusive para cobrir a despesa da folha de pagamento do funcionalismo, já calculada e preparada para o dia 27 de outubro, porém agora sem perspectiva de quando poderá ser feito. Um empecilho político desnecessário e mal visto pelo funcionalismo e toda a população que também sentirá os efeitos desse corte;