Nesta segunda-feira, 27, a Paróquia São Judas Tadeu, localizada na Vila Raykos, em Franca, foi furtada por volta das 11h40.
Segundo o Frei Luís Fernando Leite, a Igreja fica aberta ao público para realizarem suas orações. Então, o ladrão, aproveitando-se que não havia ninguém dentro da paróquia, efetuou o furto de 5 cabos de 5 metros cada, que são usados pelo coral nas celebrações eucarísticas.
“Não foi a primeira vez que isso aconteceu. Pelas imagens [das câmeras de segurança], nós podemos ver também que [o ladrão] foi o mesmo que dias atrás furtou algumas lâmpadas de emergência”, disse o Frei Luís. O sacerdote ressalta ainda que, por essa razão, a igreja permanecerá fechada durante o dia: “Ela não ficará mais aberta por um período até que se arrume um jeito para que esse povo [os assaltantes] não entre mais na Igreja”. O Frei continua: “Então, para entrar e fazer sua oração, é necessário fazer o pedido no escritório paroquial”.
Frei Luís frisou que essa decisão ocorre por não ser a primeira vez em que a igreja é furtada. “São pequenos furtos, mas levam as coisas que são do povo. Já levaram placas comemorativas, o busto do Frei Roque (pároco fundador)…”. Na sexta-feira passada, 24, um delito diferente aconteceu: “Um indivíduo entrou e urinou dentro da sala da capela do santíssimo, então, estamos reféns a essas pessoas” conclui o Frei.
“Nos sentimos reféns”
Em entrevista a nossa reportagem, o Frei Luís Fernando Leite expressa mais uma vez o quanto ele e os paroquianos se sentem reféns à situação: “Estamos reféns a essas pessoas que usam de má fé para roubar. A igreja já foi alvo diversas vezes. Placas comemorativas, tampas de ferro, mangueira de bombeiros, lâmpadas de energia, agora os cabos. Morador de rua fazendo necessidades dentro da igreja. A segurança deixa a desejar, pois o fluxo dessas pessoas é grande aqui na [rua] Francisco Marques. Até mesmo intimidam as pessoas pedindo esmolas. O poder público deve olhar com carinho a essas regiões da nossa cidade. Não somente a igreja está sofrendo isso. Mas, o vizinhos estão tensos, suas casas estão sendo arrombadas por essas pessoas.”
A paróquia acionou a polícia em todos os acontecimentos, porém registrou até então apenas 01 boletim de ocorrência. Segundo o frei narra: “Quando aparecem já aconteceu e nada mais é feito, isso quando nos falam pra fazer o boletim online, que de nada adianta”. Luís ainda alega não poder reclamar da ronda policial, pois estão sempre aos arredores da Igreja. A questão em si, é que isso sequer assusta os infratores. “Paroquianos e vizinhos da paróquia já pediram e falaram com responsáveis na prefeitura. Mas, pouca coisa é feita. Não podemos reclamar da ronda policial. Geralmente estão sempre passando. Mas, mesmo assim não intimida”, diz o Padre.