Não é difícil para quem anda por Franca se deparar com barracos montados por pessoas em situação de rua em espaços públicos da cidade. O problema, que é antigo e gera muitas reclamações por parte da população, ficou ainda mais evidente após a pandemia. Atualmente, após breve levantamento da reportagem do Verdade, barracos foram encontrados na Vila São Sebastião, Conceição Leite, nas proximidades da Cândido Portinari, em viadutos na avenida Antônio Barbosa Filho e na Rua Cel. Tamarindo, na Estação, onde hoje funciona o Espaço Dignidade, antigo Centro Pop.
“Tenho a sensação que o número de pessoas nas ruas aumentou nos últimos anos. É difícil andar em qualquer lugar e não ter alguém pedindo dinheiro ou dormindo nas calçadas. É triste demais. Eles montam esses barracos e parece que estamos na favela”, disse um morador da Estação que preferiu não se identificar.
“Faz quase um ano que esse pessoal está morando nestes barracos e nestas caixas de papelão. É uma situação muito triste”, disse Reinaldo Silva.
Atualmente, de acordo com dados da Secretaria de Ação Social, 641 pessoas em situação de rua vivem em Franca. Muitos deles, conforme relatado pela reportagem, moram em barracas montadas em vias públicas.
“Precisamos de uma solução para este problema. Gera insegurança para todos, mas principalmente é difícil demais ver essas pessoas nessas condições. Agora, nesta época de chuva, é tudo ainda mais complicado”, disse Sebastiana Albuquerque, que mora na zona Oeste de Franca.
AÇÃO
A Secretaria de Ação Social informou que disponibiliza, continuadamente, vários serviços para a população em situação de rua, atendendo, diariamente, cerca de 300 pessoas.
“A Secretaria de Ação Social realiza diversos atendimentos, visando reduzir o quantitativo de pessoas nesta situação. Além disso, ampliou recentemente as vagas nos acolhimentos e quantitativo de trabalhadores para abordagem e outros atendimentos a esse público”, informou, através de nota.
Ainda segundo a Secretaria, a Prefeitura tem capacidade para atender 100% da demanda, com alimentação, cuidados pessoais, higienização pessoal e de pertences, pernoite, passagem para cidades de origem, encaminhamentos para tratamentos de saúde, qualificação profissional, entre outros.
Já sobre os barracos em áreas públicas, a Prefeitura não informou se acompanha especificamente essas famílias e nem se existe em andamento algum projeto para retirar esses barracos espalhados pelos pontos citados pela reportagem.
Pouco tempo atrás a Prefeitura retirou barracos que eram utilizados por moradores em situação de rua no Viaduto Dona Quita e também da Estação Alta Mogiana, que atualmente passa por uma ampla revitalização.