Em alusão ao “Setembro Amarelo”, o Conselho Federal de Medicina e a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, lançaram três cartilhas dirigidas aos pais e educadores, além da comunidade em geral, para abordar o assunto.
O material aborda temas coo a automutilação em jovens, como prevenir o suicídio além de pontos sobre doenças mentais.
“Como sabemos, os jovens estão suscetíveis às mudanças fisiológicas que são características da fase de amadurecimento físico e psíquico. Quem convive com um adolescente, sabe que as mudanças nem sempre são fáceis. Nós sabemos que tudo isso vai passar, mas para isso precisamos trabalhar juntos em prol da criança ou do jovem que está precisando da nossa ajuda”, traz a cartilha.
O material orienta que as mudanças fisiológicas podem ser um dos fatores que levam o desencadeamento de doença psiquiátrica, o que funciona como um gatilho para a pessoa que tem predisposição genética para desenvolver doença mental.
“Por isso devemos ficar atentos a alguns sinais. Em primeiro lugar, é necessária a observação. Os pais precisam perceber as mudanças de comportamento dos filhos, os sinais que crianças e adolescentes emitem quando estão passando por algum problema. Alguns destes comportamentos são isolamento, impulsividade, tristeza constante, distorção de imagem corporal, dificuldade de relacionamento com pessoas da mesma idade, insegurança, queda no desempenho escolar, crises de raiva, baixa autoestima, atração por comportamentos de risco, dentre outros”.
De acordo com a cartilha, a automutilação é definida como qualquer comportamento intencional que envolve agressão direta ao próprio corpo sem intenção consciente de suicídio, mas que é considerado fator de risco para o suicídio.
Isso pode acontecer quando o jovem não sabe como lidar com as frustrações ou quando estão vivendo situações extremas. “Por isso, devemos ficar atentos aos seguintes comportamentos: consumo de álcool e outras drogas, começo de vida sexual precoce e, principalmente, as lesões que nunca cicatrizam, arranhões, falta de cabelo em locais específicos da cabeça, mordidas, manchas, queimaduras que sempre surgem sem explicação”.
O material alertou ainda que muitas vezes essas lesões ficam em locais escondidos, nem sempre são nos braços ou pernas. A intensidade, repetição e continuidade também são importantes para o diagnóstico. A automutilação é muito grave, por isso nunca deve ser considerada exagero ou “frescura” e devem ser tratados com médico psiquiátrica e terapia sob o risco de, se não tratados, podem levar ao suicídio.
O textos divulgados trazem ainda dicas de como abordar o assunto com os jovens, perguntas específicas que podem colaborar para prevenir o suicídio.
O material completo pode ser encontrado neste link: https://www.abp.org.br/setembro-amarelo