Pelo menos 389 pessoas foram picadas por escorpião em Franca somente neste ano. Os dados são da Vigilância Epidemiológica Municipal, com base no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) e consideram os registros feitos entre janeiro e agosto. A média mensal é de 48 ocorrências em média por mês, contra 46 em 2021, quando foram contabilizados 557 casos ao longo de todo ano. Desde 2019, não há registro de morte por picada de escorpião na cidade.
O mês de setembro é mais propício à aparição dos bichos, que procuram as superfícies para se reproduzirem. A espécie mais comum encontrada no município é o escorpião amarelo (Tityus serrulatus).
Para evitar acidentes com os animais peçonhentos, a Vigilância Ambiental presta orientações aos moradores que foram picados ou quando os munícipes solicitam; promove também palestras educativas em escolas, centros comunitários, condomínios e empresas que reivindicarem.
A Vigilância alerta que os escorpiões podem ter acesso aos imóveis através de ductos de eletricidade e encanamentos, por isso é importante manter ralos de pias, tanques e no chão sempre vedados, manter caixa de gordura e de inspeção elétrica bem vedadas. “Se forem picadas, as crianças até 14 anos devem ser imediatamente levadas ao atendimento médico, não se deve esperar. Com crianças, o atendimento tem que ser imediato, pois elas possuem maior probabilidade de evoluírem para casos graves”, afirmou Caio Carvalho, diretor da Vigilância em Saúde de Franca.
O lixo precisa ser mantido em sacos ou latões bem fechados para evitar baratas, que servem de alimento para os escorpiões, além de elimar entulhos que eles usam para se abrigar.
Outro ponto destacado é em relação ao uso de venenos, que não são recomendados. “Muitas pessoas acreditam que o veneno mata escorpião e dedetizam as residências com essa falsa ilusão. Na verdade, ainda não há veneno residual próprio para escorpião. Sendo assim, produtos químicos devem ser evitados, pois desalojam os escorpiões e aumentam os riscos de acidentes, além de poder provocar contaminação ambiental, e risco de intoxicação de animais domésticos e humanos.”