“Sou uma pobre que sai de casa de manhã e em dois quarteirões são dez, quinze moradores de rua parando nós, pulando nas nossas mãos para tirar as sacolas, defecando na nossa frente, eu não estou aqui só por mim, é pela Franca inteira.
Durante a sua fala, a moradora destacou que além dos moradores, os comerciantes estão sendo prejudicados com a situação. “Os lojistas estão fechando porque não suportam mais e como que fica a nossa situação? O lixo que está é uma vergonha. Hoje quando levantei a primeira coisa que vi quando acordei é pedinte na porta de casa, e ninguém faz nada. Por que lá no viaduto Dona Quita tirou os moradores de rua rápido de lá? Porque é cartão postal de Franca, mora gente importante, por que lá no condomínio de luxo que teve no ano passado tiraram os moradores de rua? Cinco moradores de rua, passou meia hora a polícia tirou na Vila Hípica, porque mora gente importante?”, desabafou.
Além de Edivânia, o empresário Washington Luís Bueno também usou a tribuna, onde destacou os problemas que enfrenta como comerciante no local. No desabafo, Bueno deixou claro que paga os impostos em dia e que sente que não há um retorno quanto a isso. “A Estação virou um antro de bandidagem, pedintes e moradores de rua, a gente entende que o morador de rua tem os seus direitos constitucionais, são pessoas, são cidadãos, mas o cidadão pagador de impostos somos nós. Está todo mundo indignado porque ninguém faz nada. A gente precisa de ação, precisa de atitude. Ninguém quer bater em morador de rua, ser hostil, ser agressivo, mas não está sendo recíproco. Onde está o nosso direito? Nós cidadãos pagadores de impostos? Viemos pedir ao Poder Legislativo que nos ajude”, desabafou.
Ainda em agosto o Poder Executivo de Franca realizou uma operação que retirou os moradores em situação de rua do prédio da Estação, onde haviam barracas improvisadas. Muito lixo foi retirado do local, que passou por limpeza. Desde então a área é cercada por tapumes de metal, para impedir a volta dos mesmos.