A Prefeitura de Franca voltou a realizar uma limpeza geral na calçada do prédio da antiga Mogiana, na Estação, com a retirada dos moradores em situação de rua que se abrigavam no local. O espaço também foi isolado com a instalação de uma estrutura metálica no local onde costumam montar barracas, na tentativa de evitar novas invasões.
As ações foram previamente organizadas, com início durante a semana anterior, através do Serviço de Abordagem Social, e nesta segunda-feira (8), todas as pessoas foram inseridas e encaminhadas para os serviços de acolhimento, como Abrigo Provisório, Moradia Primeiro e Espaço Dignidade.
Nas primeiras horas do dia, equipes da Secretaria de Meio Ambiente efetuaram a limpeza do local, com a retirada dos pertences das pessoas, providenciando a identificação de cada material, que foi embalado e encaminhado para o Espaço Dignidade.
Vários caminhões de entulhos foram retirados, com a limpeza das canaletas para escoamento das águas de chuva, que estavam todas obstruídas. Com jatos de água e produtos químicos foi realizada uma higienização completa da área. Toda a ação foi acompanhada pela Guarda Civil Municipal. Há um mês, a Prefeitura havia realizado o mesmo trabalho, mas os moradores em situação de rua que ocupam o local retornam e montaram barracas na calçada do prédio novamente.
A Prefeitura preparou uma campanha orientativa à população, com instalação de placas nos semáforos e banners a serem fixados nos estabelecimentos comerciais, além de folderes para distribuição à população, com o tema “Ajude pessoas em situação de rua: Não dê dinheiro”.
A Prefeitura tem um projeto de revitalização do prédio da antiga Estação Mogiana, mas até o momento não houve empresas interessadas. Na terceira tentativa de atrair interessados, o município tem em andamento um novo processo licitatório, com investimentos superiores a R$ 3,3 milhões. As empresas interessadas em participar têm prazo até o dia 31 de agosto para apresentação das propostas.
Essa é a terceira tentativa que a Prefeitura faz para revitalizar o local. O projeto inicial teve a atualização dos seus valores, passando de R$ 3.101.004,26 para R$ 3.343.312,05.
O projeto contemplará a construção de um mercado popular, centro cultural e um espaço gastronômico temático, preservando o caráter histórico desta região, além de um boulevard para a ligação do prédio à Praça Sabino Loureiro, com previsão de conclusão das obras em 12 meses.
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Moradores de rua e favelas são realidades que os francanos não estão acostumados, porém muito comum em grandes centros. É muito pouco provável que seremos uma ilha “uma Suíça” dentro do Brasil, imune a estes problemas sociais. É algo que que nunca houve e que devemos de agora em diante estar preparados para enfrentar. Não existe varinha mágica. Se tivesse, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Ribeirão Preto já teriam usado e acabado com o problema. Estudar o assunto, ouvir especialistas, planejar e sem pirotecnia, tomar posição e agir com responsabilidade e sem holofotes.