A Delegacia de Defesa da Mulher de Franca já instaurou 555 inquéritos de janeiro a junho de 2022, é uma média de três investigações iniciadas por dia, os dados são da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Em janeiro foram 122, em fevereiro 47, já em março foram 99, 144 em abril, enquanto que em maio e junho foram 75 e 68, respectivamente.
No mesmo período foram 96 prisões em flagrante, 18 em janeiro, 15 em fevereiro, 24 em março, enquanto que em abril foram 14, já em maio foram 10 prisões e 15 em junho.
Se comparados os dados de 2022, com o mesmo período de 2021, é possível observar um crescimento das investigações na DDM, foram 409 em seis meses do ano passado, uma média maior que dois inquéritos por dia, um crescimento de 35%.
No mesmo período foram 83 pessoas presas em flagrante pela delegacia, dado que se comparado a 2022 representa um crescimento de 15%. Foram 11 pessoas presas em janeiro, 10 em fevereiro, 21 em março, 11 em abril, 17 e 13 em maio e junho respectivamente.
A Delegacia de Defesa da Mulher foi criada em 1985 em São Paulo, e é especializada no atendimento de mulheres vítimas de violência física, moral e sexual. Desde 1996, a DDM passou a atender também crianças e adolescentes vítimas de violência física, moral e sexual.
No mês passado um caso de violência contra a mulher chamou a atenção em Franca, uma empresário flagrou um homem agredindo com socos uma mulher em um carro em movimento, na avenida Doutor Ismael Alonso Y Alonso, na área central.
O agressor foi identificado: Luís Fernando Messias, o então ex-namorado da vítima Kimberly Oliveira, de 18 anos.
Tudo teve início no 28 de junho, quando uma empresária viu que no veículo que trafegava à sua frente, um homem espancava com socos a passageira, que em uma parada no semáforo, chegou a pedir socorro. A empresária gravou um vídeo para registrar as agressões e também a placa do veículo, logo as imagens ganharam as redes sociais e causaram revolta na cidade.
A empresária contou que acionou a Polícia Militar, que chegou a fazer buscas pelo veículo com base na placa – de Minas Gerais, mas o casal não foi encontrado. Ainda no dia 28 a família procurou a Polícia Civil e informou que trata-se de Kimberly, que estava escondida na casa de uma amiga no centro da cidade, para fugir do ex que não se conforma com o fim do relacionamento, que era conturbado e marcado por ciúmes e agressões praticadas pelo homem.
A família contou para a polícia que Luís descobriu onde a ex estava, foi até o local armado e sob ameaças obrigou que ela entrasse no carro. Quando dirigia pela movimentada avenida Alonso Y Alonso, acabou sendo flagrado pela empresária.
Ainda nesta quarta, a Polícia Civil encontrou Kimberly na casa da ex-sogra, com ferimentos. Ela passou pelo Instituto Médico Legal (IML) de Franca e depois prestou depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), e não quis prestar queixa.