Fernando Lima
Casas desocupadas que estão a venda ou disponíveis para aluguel, se tornaram alvos frequentes de criminosos em Franca, segundo os dados da Associação das Administradoras de Bens imóveis de Franca (ABIFRAN), em 2022 mais de 200 residências foram invadidas e vandalizadas.
Fios elétricos, hidrômetros, relógios de energia, placas solares, fechaduras, tomadas e disjuntores tornaram-se alvos fáceis. Materiais de cobre, alumínio, bronze e ferro são os preferidos dos criminosos, por encontrarem uma “rotatividade” alta na hora da venda ou troca por drogas. A associação explicou que nos últimos meses a situação tem ficado ainda pior, isso por que os furtos que antes se resumiam a imóveis desocupados, agora, também acontecem em imóveis ocupados.
A ação dos bandidos começa quando eles localizam casas ou apartamentos que estão com placas de aluguel ou venda. “É uma ação muito ousada, eles monitoram o imóvel, pulam muro, estouram cerca elétrica, entram e fazem um estrado, levam tudo, eles quebram as pias, arrancam tudo, deixam a casa na carcaça”, relatou o presidente da ABIFRAN, Alexandre Augusto Silva.
Uma das ações mais ousadas dos ladrões foi registrada no centro de Franca, Alexandre contou que o proprietário da casa teve um prejuízo de R$ 50 mil. “Fizeram um verdadeiro estrago, arrancaram escada, todas as torneiras. Para retirar isso eles quebram as pedras das pias, o que dá mais prejuízo ainda. Fiação foi levada e mesmo a energia ligada, o que é outro risco”.
O presidente explicou que as ações criminosas acontecem durante o dia, a noite, sábado e até nos domingos. “Não tem dia específico, não tem hora. Os vizinhos que escutam acionam a Polícia Militar e até mesmo a imobiliária. Já teve casos em que os donos chegam no imóvel e os criminosos estavam lá. Eles acabam fugindo, mas o prejuízo fica”, desabafou.
Para Alexandre, a solução está em fiscalizações em depósitos de sucata, que compram estes materiais furtados e acabam financiando diretamente o crime. “Se os ladrões invadem a casa, levam e não tem ninguém para comprar, você acaba inibindo essa ação. É preocupante, a gente fica se perguntando onde vamos chegar com tudo isso? Porque é um problema que está ficando cada vez pior”, finalizou.