Quem passou por algum posto de combustível em Francas nas últimas semanas, teve uma boa surpresa, a gasolina está de fato mais barata. De acordo com os dados do Sistema de Levantamento de Preços (SLP), na cidade o litro já pode ser encontrado a R$6,43 em alguns postos, enquanto que o valor máximo está em R$ 6,88. Há alguns meses a gasolina chegou a passar da casa dos R$ 7,00 na cidade, causando revolta e comprometendo o orçamento de famílias.
O litro mais em conta da cidade está em um posto de combustíveis na rodovia Cândido Portinari, na zona norte, onde o preço praticado é de R$ 6,43, já o mais caro também fica na zona norte, em um posto da avenida Doutor Hélio Palermo, onde o litro sai a R$ 6,88.
Ao mesmo tempo o etanol também caiu de preço nas bombas francanas, o litro varia entre R$ 3,89 e R$ 4,09, desde a semana passada. Os preços mais em conta ficam em um posto do centro da cidade e outro na Estação, segundo a SLP, enquanto o valor mais alto foi registrado em um posto da Vila Chico Júlio.
“Com redução de ICMS no estado de São Paulo, o que acontece é justamente a queda do preço da gasolina e consequentemente do preço do etanol. Como a gente tem uma grande frota de veículos flex, quando a gasolina sobe o etanol sobe junto para acompanhar e pra equilibrar a demanda, quando a gasolina cai o etanol cai também”, a avaliação é do economista Adnan Jebailey.
Ele destacou ainda que o etanol caiu até mais do que se esperava, isso porque estamos no período da metade da safra, onde a colheita de cana de açúcar está a todo vapor e consequentemente a produção do etanol. “Isso é muito bom para as famílias, tendo em vista que grande parte da população já vinha gastando muito, tem uma pesquisa que demonstra que para você encher um tanque com cinquenta e cinco litros com gasolina, você gastaria pelo menos um terço do salário mínimo. Imagina uma família que tem que encher o tanque uma vez por mês que seja, e ganha um salário mínimo, como que fica? Então isso acaba trazendo um menor impacto e dando um alívio pras famílias nesse momento, o que vai corroborar também para alguma queda de preço e para sobretudo conter a inflação.
Sobre os preços se manterem em um patamar mais baixo no futuro, o economista destacou que isso pode sim ser uma tendência, inclusive as eleições devem interferir para que isso aconteça. “Se tiver alterações de preço ou variações, seja para mais ou para menos, deve ser uma quantidade muito pequena, tendo em vista dois fatores: Primeiro essa redução do ICMS que deve ficar funcional até o mês de dezembro deste ano. Segundo ponto, porque muito provável, implicitamente a Petrobrás tenha adotado uma política de espaçamento na alteração de preços, ou seja, a cada cem dias. O próximo seria em setembro, um mês antes da eleição. Então é improvável que o governo permita que haja um novo aumento na gasolina ocasionado justamente pelo reajuste da Petrobras. A gente sabe que é momento de eleição e a gasolina acaba sendo um tema muito importante e se tornando algo muito impopular caso haja um aumento”, finalizou.