A secretaria de Educação de Franca informou que contratou novas merendeiras que vão atuar na rede municipal de ensino da cidade, com isso, o “lanche seco”, que recebeu críticas e era motivo de insatisfação para os pais, finalmente deixará de ser servido.
Segundo a pasta, são 34 novas serventes, elas foram contratadas após aprovação em concurso público realizado neste ano e já estão atuando nas escolas municipais. “Nesta semana, as novas servidoras passaram por um treinamento teórico e prático no Setor de Alimentação Escolar, onde receberam orientações sobre a manipulação correta de alimentos e o preparo dos cardápios da merenda escolar. Durante as refeições, além dos alimentos que já compõem a merenda, como achocolatados, pães, bolachas, frutas, galinhada, arroz, saladas e macarronada, estão sendo servidos sopa de legumes com carne moída e caldo de feijão, polenta de fubá com carne moída, canja de frango com legumes, arroz com purê de batata e carne moída, sem contar os pratos típicos da época, como arroz doce e pipoca”, informou a assessoria da Prefeitura, que complementou ainda que frutas como banana, maçã e mexerica, também foram incluídas.
O Jornal Verdade mostrou que em fevereiro o caso da substituição de merenda pelo lanche seco, foi denunciado ao CAE (Conselho de Alimentação Escolar) e continuava preocupando os pais.
Na época, a mãe de uma aluna de 6 anos matriculada em uma escola municipal do Bairro Santa Rita, que pediu para não ter o nome divulgado, afirmou que desde o começo do ano a tradicional merenda com arroz e feijão era trocada por pão e frango desfiado.
A filha dela é alérgica à proteína do leite e não pode consumir esse tipo de lanche porque o frango é preparado com iogurte, o que pode provocar sérias reações na menina. “Eu ainda tenho condições de preparar e mandar um lanche com o que ela pode comer e eu tenho mandado todo dia, mas a gente sabe que tem muitas famílias que não têm condições de comprar. Muitas mães já disseram que a merenda da escola é a principal refeição dos filhos e que eles estão chegando em casa com fome”, relatou.
A presidente do CAE, Rejane Cristina da Silva, afirmou que o órgão já encaminhou todas as representações com as possíveis irregularidades em relação ao cumprimento do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) para o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado de São Paulo e Câmara Municipal de Franca. Os encaminhamentos foram feitos em fevereiro, a partir do dia 14.