Pedido foi feito pela Prefeitura de Franca através da secretaria de Segurança
A Polícia Civil e Militar de Franca, vão fazer um mapeamento da situação criminal de pessoas em situação de rua na cidade, o pedido foi feito pela Prefeitura, o principal objetivo é conhecer a realidade de cada uma.
O tema foi debatido em uma reunião na última quinta-feira (14), com o delegado Seccional de Franca, Dr Wanir Silveira, com as participações dos delegados Daniel Radaelli, Márcio Murari, Luiz Carlos de Almeida, além do secretário de Segurança, Marcus Araújo.
De acordo com o prefeito, o objetivo é realizar um levantamento junto aos moradores de rua, visando identificar as pessoas que têm antecedentes criminais, respeitando a individualidade de cada um.
“Há um TAC feito com o Ministério Público, no governo passado, que temos que respeitar. No entanto, não podemos ficar parados, diante dos questionamentos da população. Nos reunimos com o comando da Polícia Civil para novas medidas”, reforçou o prefeito, completando que a Prefeitura passará a trabalhar de maneira diferente, visando conhecer as pessoas que têm pendências criminais para proteger a população.
Ferreira destacou que o município criou todas as políticas públicas possíveis para amparar as pessoas, que realmente necessitam, como o Programa e o Espaço Dignidade, Serviços de Abordagem Social e o Acolhimento Noturno de Pernoite, Moradia Primeiro, Consultório na Rua, dentre outros, com a oferta de auxílios para moradia, pagamento de aluguel, acolhimento e até viagem para outras cidades, porém muitos não querem ajuda para mudar de vida.
Segundo um levantamento da Secretaria de Ação Social, a cidade conta com cerca de 518 pessoas, em situação de rua.
Reclamações
A Vila Formosa é um dos pontos mais críticos em relação aos moradores em situação de rua. No ano passado o Jornal Verdade mostrou que os moradores do local, não estavam satisfeitos com a instalação do Centro Pop no prédio da antiga DISE, já que havia uma preocupação sobre o risco de aumento na criminalidade.
Os vizinhos do local contam que a rotina mudou desde então, e agora convivem com o medo. Eles tentaram inclusive que a Câmara Municipal realizasse um estudo de impacto de vizinhança no bairro, mas o texto não foi aprovado.