Um levantamento feito pelo Jornal Verdade mostra que a média móvel de mortes por Covid-19, caiu 70% em um mês em Franca, os números são do boletim da Vigilância Epidemiológica. Pelos dados, no dia 15 de fevereiro, a média era de 2.4, trinta dias depois, no dia 16 de março, a mesma média é de 0,7.
No período observado, o índice chegou a apresentar elevação e atingir 3.4, no dia 16 de fevereiro, isso porque nesta data a cidade registrou nove óbitos. Após, os números entraram em declínio, ficando abaixo de uma morte por dia desde 14 de março.
Os dados apontam ainda que Franca registrou nos últimos 30 dias, 49 mortes, no mesmo período foram 13 dias, não consecutivos, sem falecimentos pela doença. Até o momento a cidade já registrou um total de 1.171 mortes.
Os idosos ainda são as maiores vítimas da covid, com 66.18% dos óbitos, seguidos pelos hipertensos (39,80%), e os diabéticos (23,06%). A lista de comorbidades associadas aos óbitos segue com os obesos (12,64%), cardiopatas (13,32%) e casos de pneumopatia (12,72%). A soma das porcentagens ultrapassa 100%, porque algumas vítimas possuíam mais de uma comorbidade.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estuda rebaixar para endemia o status da covid-19 no Brasil. “Em virtude da melhora do cenário epidemiológico e de acordo com o § 2° do Art. 1° da Lei 13.979/2020, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estuda rebaixar para ENDEMIA a atual situação da COVID-19 no Brasil”, disse Bolsonaro por meio de uma postagem no Twitter.
O Ministério da Saúde confirmou que já está adotando as medidas necessárias para reclassificar o status da covid-19 no Brasil que, atualmente, é identificado com pandemia. “O Ministério da Saúde avalia a medida, em conjunto com outros ministérios e órgãos competentes, levando em conta o cenário epidemiológico e o comportamento do vírus no país”, declarou o órgão.
Desde março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica o surto sanitário de covid-19 como uma pandemia.
O termo endemia é usado nos casos de doenças recorrentes, típicas, que são frequentes em uma determinada região, mas para as quais já há uma resposta efetiva à população por parte da rede de saúde.
Uma enfermidade pode começar como um surto ou epidemia e se torna uma pandemia quando atinge níveis mundiais, ou seja, quando determinado agente se dissemina em diversos países ou continentes, usualmente afetando um grande número de pessoas.
Se confirmada a reclassificação no Brasil, a medida vai de encontro às orientações da OMS, órgão que define quando uma doença se torna uma ameaça global e que ainda classifica a covid-19 como pandemia.
Se passar a ser tratada como endemia, a covid-19 deixará de ser uma emergência de saúde e, assim, restrições como uso de máscaras, proibição de aglomerações e exigência do passaporte vacinal, além de realização compulsória de exames médicos, por exemplo, podem deixar de ser obrigatórias.