A enfermeira Karla Montagnini Ferracioli, aos 34 anos, é prefeita de Restinga. Seu pai, Clarindo Ferracioli, o Belão, foi vereador e prefeito por quatro mandatos na cidade e a inspirou a ingressar na vida política.
Como entrou na política?
Na verdade, eu não corri atrás da política, a política que me alcançou. Desde muito pequena acompanhei meu pai na política (Clarindo Ferracioli, o Belão), que foi vereador várias vezes e teve 4 mandatos de prefeito. Então aprendi com ele a gostar de política e a defender os menos favorecidos e mais necessitados. E com a morte dele, o grupo político que o acompanhava viu a necessidade de dar sequência aos projetos dele na cidade de Restinga, então me convidaram para ser a nova protagonista desse desafio de governar uma cidade. Fui vice-prefeita no ano de 2017/2020 e depois fui eleita prefeita para governar Restinga de 2020/2023.
O que destaca do seu trabalho?
Desde que assumi, não medi esforços para melhorar a vida dos munícipes. Como mulher, mãe e apaixonada por Restinga, desde o primeiro dia de governo, tenho tido a sensibilidade de olhar para os problemas da cidade e correr atrás de soluções. Alguns exemplos das minhas conquistas: recebemos R$ 300 mil em emenda parlamentar para custeio na saúde, R$ 100 mil para compra de ambulância e R$ 100 mil para veículo para vigilância. Temos já em fase de licitação R$ 150 mil para recape asfáltico e R$ 250 mil para reforma da praça central. Aguardamos também outros recursos, com projetos em tramitação, para trazer benefícios para a população de Restinga, como a nova UBS no bairro Clarindo Ferracioli, construção da casa das mulheres, da quadra esportiva no Parque do Trabalhador, o centro odontológico e outros. Temos ainda R$ 14 milhões, por meio de parceria entre Governo de São Paulo, DER e município, em um convênio para pavimentação da vicinal que liga a Rodovia Cândido Portinari ao assentamento Boa Sorte. São ações muito importantes para a cidade.
Como avalia a presença feminina na política?
Infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade muito conservadora. Prova disso é a baixa representatividade das mulheres na política, apenas 15% das cadeiras da Câmara dos Deputados são ocupadas por mulheres. E o mais triste é que ainda nos dias de hoje as mulheres sofrem violência política. Quantos casos recentes temos acompanhado de mulheres sendo desrespeitadas em Câmaras de Vereadores e também no Congresso Nacional! Muitas pessoas são contrárias às cotas femininas, porque chegaram ao Parlamento sem elas, mas quantas mulheres não têm oportunidade e nunca conseguiram chegar a lugar algum. Precisamos continuar lutando pela igualdade. O nosso país será mais justo no dia em que a política for ocupada por 50% de homens e 50% de mulheres.
Qual mensagem deixa para as mulheres que nos acompanham?
Minha mensagem é para que as mulheres nunca desistirem de lutar pelos seus sonhos, não espere alguém fazer por você, faça você mesma. Seja leal às suas ações porque é nelas que está a sua força.