Fernando Lima
A terça-feira (4) foi um dia de caos para quem depende da saúde pública de Franca, o P.S. Álvaro Azzuz tinha pessoas sentadas até no chão, além de outros que aguardavam do lado de fora da unidade que estava lotada. Uma reclamação constante de quem estava na unidade é que quem buscava atendimento para casos clínicos por exemplo, estava sendo atendido ao lado de quem estava com sintomas suspeitos de covid-19.
“Eu cheguei aqui há três horas com o meu filho, moramos no aeroporto e mandaram a gente sair de lá, perto da UPA, para fazer exame aqui. Eu não entendo isso, aqui está lotado, quem as vezes não tem nada pode acabar se contaminando aqui. É muito revoltante, me sinto abandonado e sem entender”, desabafou o autônomo Elias Marques da Silva.
O morador de Franca contou ainda que ficou chocado com a quantidade de pessoas dentro do local, ainda assim decidiu arriscar em levar o filho dele, já que não tinha outra opção. “Se eu pudesse pagaria do meu bolso para ele fazer o exame, mas não posso, é caro para gente. Mas não podemos esquecer que isso aqui não é de graça, muito pelo contrário, é mantido por impostos, não estão fazendo favor algum. Tem ainda o fato de que eu preciso gastar muito para me locomover para cá, que é do outro lado da cidade, enquanto que tem a UPA praticamente do lado de casa”, finalizou.
A faxineira E.G.P. estava com o neto dela na fila para fazer teste de covid-19, e se revoltou com o fato de 40 pessoas estarem na frente dela. “Ele tem um ano, não tem muita resistência e é obrigado a ficar aqui no meio desse tanto de gente que pode estar contaminada. Assim como idosos, crianças deveriam ter preferência, eu estou muito revoltada e triste com isso, precisamos de ajuda”, desabafou.
Confira as fotos do local nesta terça-feira:

Não apenas o Pronto Socorro Municipal Doutor Álvaro Azzuz está passando por dia de caos, as UPAs do Jardim Anita, na zona oeste da cidade, e do Jardim Aeroporto, na zona sul, também viram a busca por atendimento crescer. Mas os locais não fazem teste de covid, eles seguem concentrados no Azzuz.