“Não consigo entender como deram alta para o meu filho, mesmo com toda aquela situação, é muito revoltante”, o desabafo é da agente de trânsito Ana Laura Soares, ela é mãe do pequeno Davi Lucas, de apenas dois anos que colocou uma pilha no nariz no último sábado, e só foi atendido depois de muita insistência por parte da família.
“Hoje meu filho está bem, está em casa, mas poderia ter sido diferente. A própria médica disse que se a pilha fosse para o pulmão dele, teriam que abrir o peito para retirar. Como uma criança de dois anos vai resistir a uma cirurgia que abre o peito? É inaceitável”, disse Ana.
Tudo teve início no último sábado por volta das 11h, quando Davi estava em casa junto com a avó e outras crianças, no Santa Terezinha na zona norte da cidade. Ele inseriu o objeto no nariz e após não conseguir retirar, passou a sinalizar para a avó o que havia feito.
“Nós fomos na hora para o P.S. infantil, chegando lá eles não conseguiram retirar e já disseram que iam ter que levar pra Santa Casa. Isso foi demorando, foi demorando e já mais de seis horas quando deram alta para o meu neto, dizendo que a Santa Casa liberou atendimento só nove horas da manhã no domingo. Como eles deram alta para ele nessa situação? Como vai pra casa com o menino com uma pilha no nariz? Não dá para acreditar”, contou a avó, Roseli Soares.
Na Santa Casa a mãe foi informada sobre a situação, de que o atendimento realmente seria somente no domingo. Diante isso, ela fez uma publicação nas redes sociais onde pediu ajuda. Diante da repercussão e insistência, a criança foi atendida e a pilha retirada por volta das 20h30 da noite.
“A gente paga imposto caro, a gente corre atrás e passa por isso. Fiquei muito abalada com tudo isso”, finalizou.
O Jornal Verdade cobrou um posicionamento da Prefeitura de Franca sobre o assunto, eles confirmaram que Davi deu entrada e que passou por avaliação médica, e que foi analisada a possibilidade da retirada. “Porém pela complexidade foi necessário encaminhar a um especialista. Diante disso, foi solicitada a regulação para o ambiente hospitalar, através da CROSS, cuja competência é do Governo do Estado. A vaga foi cedida no dia 12/12 às 9h”.
Apesar de questionada, a Prefeitura não respondeu o questionamento sobre o fato de a criança ter tido alta mesmo com o objeto dentro do nariz.
O Verdade também pediu um retorno para a Santa Casa, e assim que o mesmo for enviado, será anexado na reportagem.