Os valores gastos com a iluminação de final de ano em Franca e a maneira como os serviços foram executados, tomaram grande parte dos pronunciamentos dos vereadores na manhã desta terça-feira (30). Marcelo Tidy, Daniel Bassi, Zezinho Cabeleireiro e Gilson Pelizaro, se manifestaram sobre o assunto.
Gilson afirmou que fez um requerimento pedindo toda a relação de gastos que foram feitos no termo de cooperação, pedindo quais foram os critérios usados para contratar as empresas que vão prestar o serviço.
“A gente presta atenção e começa a analisar que estes termos de fomento tem a única finalidade de burlar a lei de licitação por exemplo. Se fosse uma contratação direta ficaria mais barato, a Prefeitura tinha todo o controle da instalação, a mão de obra é feita pela própria administração pública já que os servidores estão ali para prestar este serviço”, disse.
O vereador afirmou ainda que os parlamentares precisam entender o que está por trás de tudo isso, e fiscalizar de perto o cumprimento do plano de trabalho. “Nós não podemos aceitar essa situação de forma tranquila, afinal de contas é dinheiro público que está indo pelo ralo, tem que ter critério para contratar, para comprar equipamentos, para comprar material, para comprar tudo”, finalizou.
No meio da polêmica, o vereador Zezinho Cabeleireiro, disse que quando votou contra o projeto da iluminação natalina, afirmaram que ele estava votando contra o comércio, o que não é a realidade de acordo com ele. “ No ano passado nós fomos lá no pavilhão da Francal, tinham umas 10 pessoas uma semana enrolando lâmpadas, e isso aí está novinho lá. As vezes a gente tem que ver o que tem para poder utilizar no ano seguinte. Imagina ficar uma semana enrolando as lâmpadas na estrutura, imagina o quanto ficou aquilo. Isso foi no ano passado, não podia ter utilizado agora?” questionou.
Já o vereador Daniel Bassi destacou que o plano não está sendo cumprido, e relatou o que presenciou durante uma fiscalização que fez. “Tem uma discrepância que eu vi nos cordões de led, que são 14.750 unidades, mas no plano de trabalho fala em 200 unidades por cordão de led, e eu fui no local da instalação e o que estava sendo instalado são cordões de 100 unidades. Aparentemente não quer dizer nada, mas 14.750 unidades de 100 luzes, daria os R$ 380 mil, mas no que diz aqui no plano de trabalho, se fosse de 200 luzes de led, seriam R$ 826 mil, então a gente está falando aí de uma diferença de R$ 456 mil, é uma coisa grave né se for provado alguma coisa, talvez eles compraram duas vezes 14.750. Eu pedi se foram feitos três orçamentos, as notas fiscais emitidas, eu quero ver se foi de 200 luzes ou de 100, como na instalação e qual o processo de contratação da mão de obra, se foi feita tomada de preço, pregão, como foi feito”, afirmou Bassi.
O primeiro a tocar na polêmica da iluminação foi o vereador Marcelo Tidy, que votou favorável ao repasse de R$ 960 mil da Prefeitura para que a Acif fizesse a iluminação de natal. O parlamentar se disse arrependido do voto.
“Uma coisa que me chamou atenção e eu fiquei frustrado, quando eu votei favorável eu achei que a iluminação seria algo que me enchesse os olhos, infelizmente, estive lá e não foi o que eu imaginava. A casinha do Papai Noel que sempre foi na praça, eles colocaram na sede da Acif, lugar de difícil acesso, fechado, em um lugar que as pessoas têm dificuldade, quebrou a magia do que eu imaginava quando fui favorável. Ontem a noite eu visitei a praça N.S. da Conceição, a praça barão, ao lado da Catedral, faltou iluminação na Marechal Deodoro, está muito escuro. Eu acompanhei outros municípios em que foram investidos valores similares ao que nós investimos aqui em Franca, esperava mais. Não fiquei satisfeito, vou acompanhar o plano de trabalho, vou fiscalizar. Vou acompanhar de perto e pode ter certeza que a nossa população da minha parte vai ter um agente fiscalizador para ver se os investimentos foram feitos da forma correta”.
O Jornal Verdade procurou a Prefeitura de Franca para pedir um posicionamento a respeito do assunto, assim que a nota for enviada, ela será acrescentada na matéria.