Aos 14 anos de idade, Kauã Eduardo Moreira se divide entre as atividades da escola e a rotina de treinos diários com o time de base da Francana. O jovem, como milhares na sua idade, carrega um sonho comum de garotos brasileiros: ser um jogador profissional de futebol.
Incentivado pelos pais e pela irmã, Pâmela Cristina Moreira, que aos 23 anos mora na França e é jogadora profissional de vôlei, Kauã tem se esforçado para tornar o sonho realidade.
A paixão pelo futebol começou quando ele era criança. Por volta dos seis anos de idade, estava acima do peso e o pai dele, o pespontador Edson Moreira, decidiu matriculá-lo em uma escolinha de futebol da cidade. Foi o despertar para que ele começasse a vislumbrar um futuro profissional no mundo do esporte.
Os planos são audaciosos. O sonho de Kauã é jogar no Corinthians se a oportunidade surgir nos clubes paulistas ou chegar aos gramados europeus. Atacante, ele quer mesmo vestir a camisa do Real Madri ou do PSG – Paris Saint-Germain, que tem em seu elenco atualmente Lionel Messi e Neymar.
Enquanto não conquista os “olheiros” no exterior, Kauã se inspira nos lances de Lewandowski, do Bayern de Munique, assistindo vídeos de suas principais jogadas. Como jogam na mesma posição, ele busca melhorar sua atuação observando o desempenho de Lewandowski.

No início deste ano, Kauã conquistou uma vaga na Francana – categoria de base – e vem se destacando. Atualmente, o elenco disputa o Campeonato Paulista da Cinbrala (Agência de Inteligência Desportiva) e, com nove gols, o jovem é o artilheiro do time e da competição. “O Kauã vem se destacando, hoje é um dos principais nomes do nosso elenco pela versatilidade em fazer gols tanto de cabeça, até pela boa estatura que ele tem, como com os pés”, comenta Marcos Aurélio, coordenador das categorias de base e técnico do Sub-17 da Francana.
Disciplinado, frequenta os treinos todas as tardes, das duas e meia às quatro horas, após sair da escola. “Só falto de treino se for por alguma coisa grave mesmo”, afirma o jovem, que tem como ponto forte o cabeceio e comemora a oportunidade que nasce em sua cidade natal, quem sabe um pontapé para trilhar o caminho e realizar o sonho de brilhar como jogador profissional. “Vejo a Francana como um time grande, ela já quase subiu para a série A do Paulista e é uma oportunidade boa, estou tendo uma grande experiência”.

Quando o assunto é futebol, Kauã tem seus ídolos, mas na sua família também existe uma grande inspiração. É a irmã Pâmela. Ela começou a jogar vôlei aos 10 anos, incentivada pela mãe, Fabiana de Oliveira, ex-atleta na mesma modalidade. Na sua história como jogadora, ela já defendeu a Seleção Paulista, teve convocações para a Seleção Brasileira, participou de inúmeros campeonatos escolares, jogos regionais, jogos abertos e campeonato paulista. Também defendeu times em quadras no exterior e foi após participar de um torneio nos Estados Unidos por dois anos consecutivos que recebeu o convite para jogar lá. “Minha mudança para os Estados Unidos foi um impacto muito grande na minha vida, pois eu nunca tive experiência de morar fora ou não ter ninguém por perto. Foram quatro anos e meio de muita experiência e aprendizado. Hoje sou muito grata por isso, pois lá me formei em Finanças, me tornei fluente em inglês e conheci pessoas que irei levar para a vida toda”.
Em agosto deste ano, após a pandemia adiar os planos, Pâmela deixou os EUA para jogar no Vitrolles Sports Volley Ball, na França. “Tenho um orgulho muito grande da minha irmã, por ela ter conseguido realizar o sonho dela, as metas dela. É uma inspiração para mim”, afirma Kauã.
Da Europa, ela acompanha a trajetória que o irmão vem trilhando. “Eu sempre estarei aqui para apoiar e orientar da melhor forma possível com a minha experiência. Sei que meu irmão irá brilhar muito ainda! Daqui tenho mais contatos e vejo oportunidades para ele. Franca tem muitos talentos escondidos e meu sonho é revelar meu irmão para o mundo”.
Na família, o incentivo não vem apenas de Pâmela. “É um orgulho ver meus filhos se destacando no esporte. Peço a Deus que o Kauã consiga realizar os sonhos dele como a irmã conseguiu. Sei que não é fácil, eu mesmo na idade dele era doido para ser jogador, mas infelizmente não tive tanta oportunidade. Hoje temos mais acessos e contatos”, disse o pespontador Edson Moreira.
De olho no futuro, Kauã segue focado e chamando a atenção de quem entende da parte técnica ou curte futebol pelo desempenho no contra-ataque da Francana.
