O Ministério Público Estadual reconheceu que o vereador Julimar da Silva Rodrigues, é o presidente da Câmara Municipal de Restinga, os defensores do político se reuniram de forma virtual com promotores na tarde desta quinta-feira (28), que reforçaram que a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), deve ser cumprida.
“A promotoria deixou claro que o que está valendo é a decisão do TJ e o ato da presidência que cancelou a reunião extraordinária que estava marcada para esta sexta-feira, ou seja, se ela acontecer será ilegal. Mas eu me informei agora a pouco na Câmara e a diretoria me confirmou que ela não vai acontecer”, explicou Julimar.
A instabilidade política em Restinga teve início quando a Mesa Diretora renunciou, na interpretação dos parlamentares o presidente Julimar também deveria renunciar, já que se tratava de uma renúncia coletiva, mas ele disse que continuaria. Desde então o parlamentar recorreu à Justiça que negou a retomada dele, o vereador recorreu ao TJ que acatou o pedido na última segunda-feira (25).
No mesmo dia o então presidente vereador Denis Pimenta, não compareceu para entregar a chave do gabinete da presidência, o que fez com que a defesa recorresse ao M.P.
“Não tomamos a sala da presidência, estamos seguindo orientações do advogado que é de esperar. Vamos pedir também uma auditoria na sala na presidência para ver os contratos para dar sequência no trabalho. Já anulei todos os atos que agora serão ilegais, eles não podem nomear presidente interino. Eu sinto que é uma perseguição política, há dois meses e meio atrás eu fiscalizei a lei do nepotismo e essa lei fere alguns parentes de vereadores”, explicou.