A alta no preço do gás GLP, o gás de cozinha, tem mudado a rotina dos francanos, na cidade o preço médio é de R$ 95,98. Uma pesquisa da SLP (Sistema de Levantamento de Preços), mostrou que o valor mínimo do botijão de 13 quilos na cidade é de R$89,99, e o valor mais alto chega a R$105.
A Ana Paula Machado é proprietária de um restaurante no Parque Universitário, na zona sul de Franca. A alta dos preços dos alimentos e também do gás, mudou a rotina no restaurante dela, principalmente por conta da queda no número de clientes, já que os estudantes estão fazendo aulas a distância e o bairro que é composto praticamente de universitários, ficou vazio por conta da pandemia.
“A nossa empresa serve a modalidade self service e marmitas. Neste ano, o movimento do restaurante caiu, já que o público predominante são os estudantes. O que nos manteve, ainda assim, com pouca margem de lucro, foi o fornecimento de marmitas para as empresas, cerca de 70% da nossa clientela. Os preços aumentaram, tanto dos alimentos quanto do gás e combustível, porém não conseguimos repassar este preço às empresas, uma vez que tínhamos contrato, no qual versa sobre o valor da refeição”.
Ainda assim Ana prefere não repassar a alta neste momento para não perder a clientela, mas no ano que vem haverá reajustes nos preços das marmitas e também do self servisse. “Essa situação de aumento dos preços nos levou a fazer alguns ajustes para economizar: elaboramos um itinerário para fazer as entregas em uma única vez; negociamos com fornecedores; aproveitamos as ofertas; em alguns casos substituímos os alimentos ou produtos por outros mais em conta”, finalizou.
Além dos restaurantes a alta no preço do gás também mudou a rotina das famílias francanas. O borracheiro Antônio Santana Mendes é casado e tem dois filhos, a conta do gás tem pesado no orçamento da família, que também mudou alguns hábitos.
“Feijão é uma vez na semana, a minha esposa congela e vamos fazendo aos poucos. Agora também fazemos só uma refeição no fogão por dia, no almoço por exemplo, você já faz o suficiente para o jantar, é só deixar na geladeira e depois esquenta no micro-ondas. Tem que ser assim, já que está muito caro, a gente vai se virando como pode”, desabafou.
Antônio contou também que comidas como pão de queijo, bolos, e outros que antes iam ao forno a gás, agora são feitas apenas nos elétricos. “Ainda assim temos que balancear o uso, já que energia também está muito cara e ficar usando muito pode fazer a conta ir lá em cima. É tudo muito complicado e muito caro para a gente que é pai de família, tem que ir controlando de uma maneira ou de outra”, finalizou.