Nelise Luques
Franca encerrou nesta sexta-feira, 17, a primeira fase do racionamento de água após 16 dias. A Sabesp estimou, no período, economia de mais de 180 milhões de litros, volume suficiente para abastecer a cidade por dois dias.
A avaliação do gerente distrital da companhia em Franca, Alex Veronez, é positiva. A quantidade poderia ser maior, mas durante o rodízio foram registrados picos de consumo e problemas de abastecimento após os incêndios no dia 9 de setembro em Batatais, Restinga e Patrocínio Paulista, que reverberaram em Franca.
Segundo Alex Veronez, a Sabesp planejava economia diária de 15% a 20% durante o racionamento, mas teve dias que o consumo foi acima da média. “Após as queimadas que geraram muita fuligem e poeira, o consumo foi muito elevado e como tivemos problemas com fornecimento de energia elétrica também houve prejuízo na produção e distribuição de água”.
Para evitar a prorrogação do racionamento, era necessário a combinação de dois fatores principais: redução do consumo, que foi atingida, e chuva em quantidade expressiva, o que não ocorreu. No período do rodízio, de 2 a 16 de setembro, choveu em Franca de forma isolada e apenas 6 milímetros. “Não é um volume suficiente para recuperar a vazão do Rio Canoas, principal manancial que abastece a cidade, e está em um nível extremamente crítico”.
A Sabesp prorrogará o Plano de Racionamento a partir deste sábado, 18, até dia 23, a princípio. Os bairros foram agrupados em três blocos e o abastecimento será mantido dois dias e suspenso por um dia. “A população precisa entender que a produção está insuficiente. Vamos considerar alguns números somente como exemplo: Vamos supor que precisamos de 100 milhões de litros para abastecer a cidade por dia, mas não temos esse volume atualmente, apenas 70 milhões, então precisamos economizar 30 milhões para ter, forçosamente, o necessário para fornecer água aos moradores”, explicou Alex Veronez.
A forte estiagem deste ano, tida como a mais severa dos últimos 90 anos, impacta também a região. Nesta sexta-feira, dia 17, a Usina Hidrelétrica de Jaguara, localizada no Rio Grande, emitiu comunicado para informar que irá “operar com seu reservatório em níveis inferiores aos habituais para contribuir com o fornecimento de energia no país, tendo em vista a permanência da crise hídrica e o aumento do consumo de energia previsto para os próximos meses”. Segundo a empresa, a partir de agora, o reservatório poderá atingir o nível mínimo operacional outorgado, de 555,50m.