A partir de uma conversa sobre como apoiar mulheres vítimas de violência doméstica durante a pandemia, o Promotor de Justiça, Cláudio Escavassini, e a advogada Carolina Escavassini, co-coordenadora da Comissão de Combate à Violência contra à Mulher da OAB Franca, criaram o Instituto Escuta Ativa. O atendimento é feito através do WhatsApp e Instagram e, desde fevereiro, quando foi criado, já atendeu mais de 130 pessoas.
As vítimas que procuram atendimento são orientadas sobre seus direitos e encaminhadas para atendimento especializado. O telefone do Escuta Ativa é (16) 99184-4403. O trabalho engloba também o fortalecimento da rede de apoio que atende as vítimas de agressão com cursos e palestras de capacitação. O trabalho é recente, mas se tornou um instrumento de acolhimento e orientação que tem ajudado a salvar vidas.
Claudio Escavassini: O Escuta Ativa teve início no começo do ano, quando eu e a Carol começamos a perceber que o fenômeno da pandemia, com o isolamento, fez as mulheres permanecerem em casa, então nós pensamos em canais de comunicação à distância, para que elas pudessem ter esses canais de comunicação à distância, para que elas pudessem receber um acolhimento, apoio e orientação, porque elas não estavam conseguindo acessar os aparelhos de atendimento nas instituições. Então foi com esse sentido e com essa ideia que nós criamos o Instituto.
Carolina Escavassini: Olha, quando nós começamos e contamos com o apoio e divulgação da mídia, foi interessante que as mulheres chegaram, através do WhatsApp. No começo, algumas mulheres mandavam um oi, uma carinha triste, elas se manifestaram mais neste sentido. Eu imagino que elas devem ter ficado com receio no começo, até ter mais confiança. Mas a adesão tem sido muito positiva desde então. Iniciamos em fevereiro e até agora nós já atendemos mais de 130 mulheres.
Carolina Escavassini: Foi uma ideia que surgiu literalmente da noite para o dia. A gente já trabalhava nesse enfrentamento à violência junto à rede do município, junto a outros voluntários, instituições e órgãos da cidade, desde 2019, mas a gente falava ‘nossa, a mulher não chega, a mulher não chega, está difícil o acesso a essas mulheres’. E aí um dia eu falei ‘Cláudio, vamos criar um canal de comunicação?’ E ele comentou que o Instagram seria uma boa ferramenta. Aí a gente criou (o perfil na rede social online) e eu falei que não adiantava apenas o Instagram porque muitas pessoas não têm, e para essa mulher ter realmente acesso a auxílio, pensamos no WhatsApp. No outro dia mesmo a gente comprou um aparelho celular, acionamos a linha e começamos, então foi realmente um tiro tiro no escuro e da noite para o dia.
Cláudio Escavassini: É difícil a gente falar em resultado, mas o que a gente percebe é que, não posso dizer por todas as pessoas e as mulheres que nós atendemos, inclusive familiares que nós atendemos, mas nós procuramos dar um apoio integral para todas as pessoas que nos procuram, seja pelo Instagram, seja pelo pelo WhatsApp. O que eu posso dizer é que na grande maioria das vezes nós conseguimos dar o acolhimento, encaminhamento dessa mulher ou familiar para a rede de atendimento, porque nós funcionamos quase como um agente facilitador, indicando a ela os caminhos e os locais de atendimento, dando suporte muitas vezes para algumas necessidades básicas e mínimas que ela precisa, então, na nossa avaliação, chegar perto dessa solução para essas pessoas que nos procuraram acaba sendo um resultado muito positivo.
Carolina Escavassini: Olha, o Escuta Ativa somente eu e o Cláudio, até por uma questão de sigilo, para que a mulher se sinta segura de que ela vai falar só com um dos dois, então a gente ainda não tem e não vislumbra uma hipótese de expandir por enquanto. Porque, como eu disse, às vezes tem semana que são muitos atendimentos, tem semana que são mais tranquilas, quando a mídia divulga mais o programa, essas mulheres chegam, então explodem os casos. A gente prioriza o atendimento feito somente por nós dois.
Claudio Escavassini: Mas o Escuta Ativa acaba sendo um dos elos dessa corrente de atendimento.
Carolina Escavassini: Essa corrente engloba tudo que o município de Franca oferece, eu falo que Franca, com certeza, tem sido um exemplo no avanço do combate à violência contra mulher. E hoje, o nosso apoio como agente facilitador engloba o Centro de Referência de Atendimento à Mulher, a Delegacia Especializada da Mulher, os Creass e os Crass do município, que são ligados à Assistência Social, e outros parceiros como o Sebrae.
Claudio Escavassini: Todo mundo acha que a Lei Maria da Penha é uma lei penal, mas na verdade é uma lei que busca trazer de forma expressa os direitos que essa mulher tem de e todas as garantias. E para que essas garantias e esses direitos sejam eficientes, essa mulher deve ser atendida de forma multidisciplinar e intersetorial, então você vai ter atendimento para essa mulher desde o setor da Assistência Social, Creas, Cras, passando pela Saúde, passando por psicólogos, passando por serviços de proteção como a Polícia Militar, com a Patrulha Patrulha Maria da Penha, passando pela DDM e chegando até a Justiça. Toda aquela instituição que possa garantir algum direito ou alguma prerrogativa dessa mulher, para que ela se veja livre da violência, se veja livre do ciclo de agressões e violações, toda e qualquer instituição faz parte dessa rede de atendimento. E é essa rede de atendimento que a gente tenta fortalecer no nosso município.
Claudio Escavassini: Nós temos dois eixos de trabalho no Escuta Ativa. Um é esse que você falou que é o atendimento direto para essa mulher ou o familiar em que nós procuramos dar acolhimento, orientação e encaminhamento para as instituições de atendimento. Outro trabalho que nós fazemos é buscar dar capacitação para as instituições, para os profissionais e voluntários que atendem essa mulher. Existe uma coisa chamada violência institucional que é a privação, a negação de atendimento por exemplo por parte de qualquer instituição e acontece isso não raras vezes, infelizmente. A mulher tem muitas vezes um atendimento inadequado, porque faz parte da cultura nossa imaginarmos que a mulher, às vezes, não está em situação de vulnerabilidade. É uma cultura do machismo e faz parte para o profissional que atende essa mulher passar por um trabalho de desconstrução de todas essas ideias. Por exemplo, muitas vezes a gente ouve aquele ditado que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher. Mete-se, sim. Não dá para hoje nós vermos uma violência acontecendo e nós não tomarmos nenhuma providência. Quantas e quantas vezes, eu mesmo digo por mim, ouvindo uma mulher se retratar numa audiência, eu pensava ‘mas ela está com ele porque ela quer’, quando na verdade existem inúmeros fatores que fazem com que essa mulher permaneça no relacionamento abusivo, no ciclo da violência, então, desconstruir, mostrar para esse profissional, para esse voluntário, que a situação é muito diferente, porque essa mulher, ela não está, muitas vezes ou na maioria das vezes ou em todos os casos, nesse relacionamento porque ela quer, mas sim porque existe uma dependência financeira, uma dependência psicológica, emocional, medo, vergonha até. Nós buscamos dar capacitação para esses profissionais, e não só nesse sentido, mas também mostrar para eles o que é o atendimento em rede, porque todas as instituições têm limitações do seu atendimento. Eu como promotor tenho a limitação, eu não tenho como fazer um atendimento psicológico, e é de acordo com essa limitação que nós encontramos apoio nas outras instituições para dar integralidade ao direito dessa mulher.
Carolina Escavassini: Esse trabalho de capacitação a gente entende como muito necessário porque evita que a mulher seja revitimizada quando vai buscar ajuda. Ela já é vítima de uma violência em casa, que é o local em que ela deveria ser bem tratada, estar em segurança, mas essa mulher, quando vai buscar ajuda, que já é algo complicado para ela, de romper, e ela chega numa instituição e é revitimizada, ela não volta. E aí é onde acontece a tragédia de um feminicídio, porque essa mulher não se sentiu segura, não foi acolhida da forma correta e ela não se sente segura em pedir socorro ali. Então a gente tem esse trabalho também de capacitação, de instrução, de informação de política pública, de como funciona, de desconstrução também com os profissionais, de um trabalho não só informativo, mas também reflexivo para evitar a revitimização dessa mulher
Claudio Escavassini: E é o trabalho que a gente faz na grande maioria das vezes pelo Instagram, onde nós temos conteúdos que são às vezes pequenos, mas que têm a finalidade de esclarecer direitos, garantias.
Carolina Escavassini: Porque a mulher, às vezes, também não tem conhecimento, nem os profissionais, porque nem todos são da área jurídica, mas o trabalho envolve um atendimento multidisciplinar. A questão legal às vezes é complexa até para nós que somos da área do Direito, então a gente tenta informar melhor os profissionais dos direitos que essa mulher tem para que eles possam informá-la da forma correta. Desde o início do Escuta Ativa, nós trabalhamos com cursos, palestras e capacitação para desconstruir mesmo e informar melhor sobre o atendimento dessa mulher vítima de violência.
Claudio Escavassini: E essa ideia não é nossa, é da Lei Maria da Penha, ela traz como diretriz de atendimento dessa mulher, para dar efetividade e garantia dos seus direitos, a capacitação permanente dos profissionais que atuam nos atendimentos.
Claudio Escavassini: Nós já tivemos casos de homens, filhos, parentes que nos procuram para pedir ajuda. É interessante a sua pergunta sobre o perfil, mas normalmente são mulheres brancas, entre 20 anos e 49 anos, que é a maior faixa que procura ajuda pelas pesquisas que nós fizemos. E a grande maioria dos atendimentos foi feito a mulheres aqui de Franca.
Carolina Escavassini: Chegam muitos casos de violência psicológica.
Claudio Escavassini: Na pesquisa que nós fizemos é possível perceber que metade das violências formalmente registradas de pedidos de medidas protetivas que chegaram até a Justiça é de violência psicológica. Muito embora a grande maioria das pessoas imagine que a violência contra a mulher seja o tapa, a agressão, o soco, existem outras formas, como humilhação, ofensas que essa mulher sofre no dia a dia, o que a gente chama de alienação parental, que também é uma forma de violência. Cerca de 60% a 70% das mulheres vítimas de violência são mães, têm filhos, e o que que acontece é que o Escuta Ativa tinha inicialmente olhos voltados para a mulher, mas, conforme nós fomos caminhando, percebemos que não tem como desassociar, nós precisamos avançar para outros campos. Por exemplo, as mulheres negras são as que mais sofrem violência, elas representam mais de 50% das vítimas, mas em uma pesquisa que fizemos em Franca, só 4% eram mulheres negras, ou seja, a mulher negra não está procurando ajuda e apoio. Então nós começamos a desenvolver um trabalho voltado para tentar alcançar essa vítima. Passado o tempo, descobrimos também que o adolescente e a criança que convivem com essa mulher podem lá na frente reproduzir essa situação, o menino vai ser autor de agressão, a menina vai ser vítima de violência, nós começamos a trabalhar também questões relacionadas à violência contra a mulher, contra a criança e contra o adolescente. Estamos em parceria com o Conselho Tutelar, Promotoria da Infância e da Juventude, promovendo palestras e cursos nesse sentido, desde julho mais ou menos, quando iniciamos esse trabalho.
Claudio Escavassini: É a cultura, as mulheres não se sentem fortalecidas, elas têm medo, vergonha, e é de se compreender isso.
Carolina Escavassini: A questão é que o feminicídio é uma morte evitável. Essa pesquisa mesmo traz isso. Hoje aqui em Franca nós temos a Patrulha Maria da Penha, então quando a mulher solicita uma medida protetiva e ela é deferida pelo juiz, essa Patrulha, que é uma viatura da Polícia Militar com equipe capacitada, que tem conhecimento do que é a violência doméstica, com profissionais altamente preparados, vai até a casa dessa mulher verificar se essa medida está sendo cumprida. Porque o descumprimento por parte do autor de agressão é crime. Então, eu acredito que isso passa mais confiança para a mulher quando ela busca a medida protetiva. Por isso é importante divulgar, porque a mulher que vivencia isso, ela vai ter a coragem de buscar uma ajuda, uma medida de proteção e ter a segurança que existe uma viatura da Polícia Militar que ela pode acionar, inclusive, eles instalam um aplicativo do SOS Mulher para que ela acione um botão imediatamente caso o autor das agressões vá até ela e descumpra a medida. Então a gente precisa divulgar para evitar esses casos de feminicídio, para essa mulher buscar ajuda, com ações efetivas, essa mulher vai estar amparada. Mas ela só vai ter esse amparo se ela buscar ajuda, se ela solicitar.
Claudio Escavassini: A gente sabe que é difícil, porque existem vários fatores envolvidos, a vergonha, medo, pressão social, pressão da família, dependência financeira, a gente sabe o quanto é difícil. A gente procura dar apoio de todas as formas, hoje em dia nós temos psicólogas voluntárias que atendem essas mulheres, inclusive online, porque elas precisam estar fortalecidas para conseguir romper não só o ciclo da violência, mas o silêncio. Então a gente sabe o quanto é difícil, a gente sabe que muitas vezes elas fazem o boletim de ocorrência e elas vão voltar para casa dela e vão se sentir sozinhas. Mas o que estamos buscando hoje é dar um respaldo maior a elas e orientação para os autores da agressão também. A Secretaria de Ação Social em Franca iniciou no ano passado e retomou agora um trabalho reflexivo com os autores, eles também estão tendo um atendimento diferenciado porque muitos deles precisam de orientação, porque uma boa parte foi vítima de agressão e está replicando o que vivenciaram lá atrás.
Carolina Escavassini: Primeiro que elas não estão sozinhas. Hoje, França tem uma rede de atendimento para que essa mulher consiga romper esse ciclo da violência, com apoio psicológico, com apoio assistencial, as medidas protetivas com apoio da Patrulha Maria da Penha. Eu acho que a mensagem é essa: Elas não estão sozinhas. Elas só precisam chegar até nós para que nós possamos fazer nosso trabalho de agente facilitador dessa barreira que ela encara, não é fácil, é difícil, mas é possível. Nós temos muitas vítimas que conseguiram romper, sair e reestruturar a vida longe de um autor de agressão, com independência financeira e com o emocional recuperado, então é possível, sim.
Claudio Escavassini: Minha mensagem é a que a gente coloca muitas vezes nas nossas postagens: Pergunte, tire suas dúvidas, você não precisa se identificar, esse aqui é o Escuta Ativa!
69 Comments
Nosso agradecimento ao VerdadeOn e à Nelise Luques pela matéria. Certamente esse conteúdo levará informações para mulheres e familiares vítimas de violência e que precisam de ajuda, apoio e acolhimento.
Projeto fantástico que aproxima a vítima do MP e de profissionais competentes no acolhimento!! Obrigada Dr. Cláudio e Dra. Carolina vocês são um orgulho para a nossa cidade!!
Parabéns pelo trabalho, sua iniciativa salva vidas.
Obrigado Cacilda. O Escuta Ativa segue visitando e falando com os profissionais da saúde de Franca.
Dra. Ana Beatriz. Ações em rede de atendimento, que a senhora, pela Comissão de Combate à violência contra mulher da OAB/Franca, muito bem integra. Fica nossa sugestão de pauta para VerdadeOn do Projeto Jovem Consciente.
Doutora. Fiz um comentário abaixo.
Parabéns pela iniciativa do projeto Dr Claudio e Dra. Carol! Excelente !!!
Obrigado May pelas suas palavras e seu apoio.
Parabéns aos envolvidos nessa importantíssima iniciativa. Que continue se fortalecendo na defesa da vida e do bem-estar das mulheres da nossa região.
Danilo. Agradecemos seu apoio. Abraço.
Parabéns pela iniciativa, por todo trabalho e compromisso! Nós de São Carlos já temos aprendido e nós inspirado muito em e com vocês! Recebê-los aqui com nossa rede na próxima semana ser a com certeza uma alegria, um privilégio e um grande passo para aprimoramento de nossas ações! Só gratidão por toda parceria! Muito sucesso na batalha de vocês em dar voz e garantir direitos a tantas mulheres que precisam! Certamente fazem a diferença para a construção de uma sociedade mais justa e menos violenta!
Eu sempre agradeço o compromisso da Dra Carolina e do Dr Cláudio que nos inspira a persistir em nossa caminhada cotidiana. Um trabalho exemplar!
Bárbara. Agradecemos muito suas palavras. Diante de restrições de direitos e garantias das mulheres, nosso trabalho tb é propor temas e colocá-los em pauta. Esse mês falaremos sobre violência obstétrica.
Parabéns pela iniciativa e pelo trabalho exemplar. Vocês fazem a diferença na vida dessas mulheres. São uma inspiração pra nós de São Carlos. Os aguardamos ansiosamente por aqui.
Karine. Estaremos em São Carlos na próxima semana, dia 10, para falar com vcs sobre as experiências e ações aqui de Franca. Será uma ótima conversa.
Jaqueline. Agradecemos muito suas palavras. Nossa ida a São Carlos envolverá troca preciosa de experiências no avanço de políticas públicas em favor de mulheres e familiares vítimas de violência. Estamos também aprendendo muito a cada dia. Juntos e juntas somos mais fortes e vamos mais longe.
Não sabia desse atendimento, parabéns pela iniciativa. Exemplo a ser seguido e implantado em outros municípios.
Newton. Essa entrevista, tão bem feita pela Nelise Luques, está levando informações para nossa sociedade sobre o combate à violência contra mulheres em Franca e Região. Tendo um tempinho, dê uma olhada no Instagram do Escuta Ativa. Abraço e obrigado.
Sou grande admiradora do trabalho que eles realizam. O acolhimento e orientação são de suma importância no momento de grande vulnerabilidade das vítimas de violência doméstica. Parabéns aos Doutores pela iniciativa e trabalho prestado à sociedade.
Doutora. Nossa admiração é recíproca. O trabalho que a senhora faz na Comissão de Proteção e Defesa Animal da OAB de Franca é muito importante. Abraço.
Excelente iniciativa. Especialmente para que se evite o ato mais trágico de violência contra as mulheres: o feminicídio.
Odilon Nery Comodaro – Promotor de Justiça da Vara do Júri de Franca/SP.
Obrigado Doutor Odilon. A rede de atendimento de Franca tem se empenhado em atender mulheres e familiares vítimas de violência. Esse trabalho certamente elevou os pedidos à Justiça de medidas protetivas na Cidade. Essa é uma importante ferramenta no combate à violência contra mulheres. Pesquisas mostram que 3 de cada 100 mulheres procuraram ajuda antes serem vítimas de feminicídio ou tentativa, ou seja, a maioria não teve assistência.
Excelente projeto. Especialmente para que se evite o ato mais trágico de violência contra as mulheres: o feminicídio.
Odilon Nery Comodaro – Promotor de Justiça da Vara do Júri de Franca/SP.
Uma bela iniciativa dos meus queridos amigos Dr Cláudio e Dra Carolina !
Me parece que vai sim facilitar bastante a confiança dessas pessoas na justiça pois,ficarão mais protegidas com o sigilo,o que a meu ver é o maior fator do medo!
Espero que com o passar do tempo e a possível triagem de voluntários ,seja mais abrangente o atendimento.
Parabéns!
Meu amigo Cairo. Além dos e das profissionais envolvidos, hoje temos várias e vários voluntários nessa rede de atendimento. São das áreas da saúde, assistência social, jurídica, inclusive alunos e alunas. Temos contado também com apoio de muitas empresas. Nesse caminho temos encontrado muita união.
Escuta Ativa inspira !!! Parabéns pelo trabalho incrível que estão realizando !!! Quanta sensibilidade em cada detalhe para acolher, orientar e amparar a todas as Mulheres que estão em situação de vulnerabilidade. O Projeto Marias agradece imensamente por todo aprendizado, especialmente pela capacitação oferecida pelo Escuta Ativa ! Nossa admiração Dra. Carolina e Dr. Claudio !
Doutora Isadora. Uma grande alegria poder contar com sua presença e apoio. Em seu nome queremos agradecer todas as Advogadas da Comissão de Combate à Violência contra Mulher de Franca da OAB, que realizam um trabalho excepcional no acolhimento jurídico todas as quintas-feiras no CRAM. Também a parceria com o Projeto Marias é sempre um espaço de construção. Parabéns.
Escuta Ativa inspira !!! Parabéns pelo trabalho incrível que estão realizando !!! Quanta sensibilidade em cada detalhe para acolher, orientar e amparar a todas as Mulheres que estão em situação de vulnerabilidade. O Projeto Marias agradece imensamente por todo aprendizado, especialmente pela capacitação oferecida pelo Escuta Ativa ! Nossa admiração Dra. Carolina e Dr. Claudio !
Parabéns por tornar esse projeto real!! Que lindo essa dedicação e empenho em ajudar tantas mulheres!!! Louvável, louvável e louvável!!!! Deus abençoe vocês nesse caminho!!
Nara. Nós que agradecemos seu apoio. São pessoas como vc que levam mais longe a informação e para quem precisa. Sigamos juntos e juntas.
Parabéns ao Dr. Cláudio e Dra. Carolina pelo projeto e trabalho, desenvolvidos com tanto compromisso e seriedade em prol da vida das mulheres.
Eliane. Agradecemos seu carinho e suas palavras. Temos muito para avançar.
Primeiro quero dizer que é muito gratificante poder ver essa Missão ganhando força, e tomando essa proporção. Parabéns pela iniciativa, pelo profissionalismo e humanização. Com certeza fazem a Diferença.
Florinda. Vc e todas nossas amigas do Grupo Mulheres do Brasil formam essa ação. Juntos e juntas somos mais fortes e vamos mais longe.
Excelente iniciativa esse projeto . Assunto que merece ser difundido em todas as camadas sociais e engajamento aos órgãos públicos , para que atinja o resultado do projeto . Mais proteção e assistência às mulheres que sofrem os mais diversos tipos de violência . Parabéns dr Cláudio e dra Carolina , pessoas assim fazem a diferença ! Estamos precisando de uma sociedade mais justa e humana .
Edina. Agradecemos muito suas palavras. Mas não fazemos sozinhos. Essa é a importância de toda a rede de atendimento e de pessoas, como você, que nos ajudam a levar a informação para quem precisa. Muito obrigado.
Projeto incrível e de grande alcance, buscando levar informação para todas as mulheres, em qualquer lugar do país! Precisamos divulgar e incentivar cada vez mais o combate à violência doméstica! Parabéns ao casal Escavassini por esse belíssimo projeto, pelo cuidado com as vítimas e profissionalização dos agentes de atendimento!
Realmente é um projeto maravilhoso. O casal bastante atencioso auxilia no combate à violência de gênero em Franca e ainda tem a sensibilidade de dar voz às necessidades de outras regiões. Parabéns!!!!
Meus parabéns ao Escuta Ativa pelo trabalho desenvolvido em Franca!!! Sem dúvida é um projeto modelo para as cidades da região!!!
Natalia. Muito obrigado pelo seu apoio e pelas ações que está desenvolvendo. A violência contra mulheres deve ser combatida em todas as frentes e lugares, não só pelas mulheres, mas também por nós homens.
O Escuta Ativa foge da atuação tradicional de atenção à mulher. Leva a oportunidade de que sejam protagonista de suas vidas e rompam com o ciclo de violência a que estão expostas. Muitas vezes por mera falta de informação. Essa atuação salva a vida dessas mulheres e permite o desenvolvimento sadio de seus filhos, que não serão mais obrigados a viver em um ambiente hostil em que predomina a violência. Parabéns Dr. Cláudio e Dra. Carolina, vcs são inspiração!
Caríssimo Doutor Anderson. Promotor de Justiça da Infância e Juventude. Nós só podemos agradecer ao seu trabalho e parceria. Graças à sua atuação, hoje o Escuta Ativa também olha para crianças e adolescentes. 6 de cada 10 mulheres agredidas têm filhos. Por isso não há como proteger a mulher sem tb olhar para sua família. É o Ministério Público atuando na rede.
Obrigado Nathalia. O Escuta Ativa realmente começou com a ideia de atendermos vitimas de Franca. No entanto, nossos canais de comunicação chegaram ao conhecimento de mulheres de outras cidades da Região e até mesmo de outros Estados. Mesmo para essas mulheres e familiares, conseguimos realizar um primeiro acolhimento e dar encaminhamentos para os serviços da cidade que elas moravam.
Realmente é um projeto maravilhoso. O casal bastante atencioso auxilia no combate à violência de gênero em Franca e ainda tem a sensibilidade de dar voz às necessidades de outras regiões. Parabéns!!!!
Gisele. Sinal de muito prestígio seu comentário. Porque nosso trabalho é inspirado em tudo que vcs fazem na cidade de Ribeirão Preto, ações multidisciplinares e intersetoriais de combate à violência contra mulheres.
Uma grande satisfação podemos atuar juntos e juntas.
Meus parabéns ao Escuta Ativa pelo trabalho desenvolvido em Franca!!! Sem dúvida é um projeto modelo para as cidades da região!!!
Excelente iniciativa, é um um projeto que vem fazendo diferença na vida de várias mulheres! Parabéns!
Ana. Obrigado. Estamos trabalhando para fazer mais.
Parabéns aos envolvidos no projeto! Grande contribuição com a sociedade!
Ricardo. Agradecemos muito suas palavras e apoio.
Admirável o comprometimento de vcs com o Escuta Ativa!! Essa ação cresce a cada dia pois a informação tem sido compartilhada fortalecendo não só a rede protetiva, mas as mulheres que tanto necessitam de acolhimento, amparo e proteção !! Só mudaremos a situação de violência doméstica levando informação e envolvendo toda a sociedade !! Juntos e juntas somos mais fortes!!!
Muito obrigado Renata. Bem sabemos que os desafios são grandes para garantir os direitos das mulheres, crianças e adolescentes. Mas sabemos que cada dia mais profissionais alinham esforços para melhorar a rede de atendimento. O exemplo arrasta cada vez mais pessoas.
Parabéns!!! Importantíssimo o projeto, acolhimento e informação que vem sendo levado a tantas vítimas, encorajando-as a procurar ajuda e sairem desse ciclo de violência. Só assim poderemos mudar o cenário tão triste que vivenciamos.
Fernanda. Mulheres fortalecidas rompem o silêncio e conseguem tomar a direção de suas vidas.
Excelente projeto que deve ser copiado para outros municípios e Estados para o combate da violência doméstica e familiar. parabéns, Cláudio, Carol e equipe.
Obrigado Rogério. Vamos levar isso para nossa vizinha Minas. Abraço.
Excelente iniciativa. As mulheres que sofrem a violência doméstica, além das informações elas necessitam de acolhimento emocional e atenção. A Escuta Ativa, oferece a essas vítimas muito mais que informações. Parabéns Dr Cláudio e Dra Carolina.
Luciana. Nesse primeiro semestre de 2021, a Justiça de Franca recebeu 43% a mais de pedidos de medidas protetivas em relação à média mensal de 2020. Nos casos desse ano, a Justiça concedeu mais de 86% dos pedidos de proteção às mulheres. Essa agilidade e sensibilidade do Judiciário é essencial para garantir direito às mulheres. Parabéns.
Parabéns pelo trabalho de vocês, que demonstram comprometimento e grande vontade nesse enfrentamento. Com certeza o projeto vai alcançar e ajudar muito mais vitimas dessa lamentável violência.
Erica. Muito obrigado. Vamos fortalecendo e ampliando as ações com toda rede, alcançando mais mulheres em situação de vulnerabilidade. Mas muitas ainda vivenciam à violência em silêncio. Não é fácil alcançar essas vítimas e familiares, reféns do medo, vergonha e outros sentimentos.
Um trabalho excelente, realizado com muito amor e profissionalismo, que tem mudado a história de muitas mulheres.
Obrigada Emanuele!
Muitas mulheres precisando de acolhimento e orientação para conseguir romper a violência.
Nosso papel e esse: acolher e orientar.
Juntas e juntos vamos conseguir mudar essa realidade!
Trabalho exemplar de acolhimento, muito orgulho pelo atendimento em nossa cidade. Exemplo a ser seguido em outros municípios. Parabéns Carol e Dr. Claudio
Claudia!!
Com certeza… E temos levado as informações do nosso trabalho para outros municípios interessados.
Acreditamos na mudança.
Obrigada pelo seu carinho!
Claudia!!
Com certeza… E temos levado as informações do nosso trabalho para outros municípios interessados.
Obrigada pelo seu carinho!
Trabalho árduo, profícuo e que vem mostrando excelentes resultados. Como magistrado da 1a. Vara Criminal de Franca, atuando há anos, com o douto promotor de justiça, Dr. Cláudio Escavassini, não tenho a menor dúvida da relevância e eficácia dos programas que vem sendo implementados, e tantos outros virão. Não basta a atuação na ponta final, que é a punição, prisão de agressores. Isto é a consequência. Penas nem sempre cumprem o seu papel, em face do sistema vinculado da Justiça. É preciso atuar-se nas causas, na prevenção, no aconselhamento. E é isto que o atuante promotor, Dr. Cláudio, com o inestimável auxilio de sua esposa, Dra. Carolina, vêm buscando, com grande êxito, atuar, enfim, na prevenção, nas causas e não só nos efeitos. Parabéns sinceros, à louvável iniciativa.
Caríssimo Doutor Luciano, Juiz de Direito da 1a. Vara Criminal de Franca. Agradecemos muito suas palavras, mais ainda o trabalho que o senhor e os demais Juízes e Juízas de Franca têm desenvolvido na nossa Cidade. O recente aumento de pedidos de proteção por parte de mulheres e familiares vítimas de violência, feitos na DDM e encaminhado à Justiça, representa a confiança dessas pessoas nas Instituições de apoio, acolhimento e de proteção dos direitos. A prevenção é um trabalho necessário, fortalecendo a rede, mas quando precisarmos de repressão, sabemos que o Judiciário estará lá. Grande abraço.
Grande trabalho! Parabéns pela iniciativa e pelos contínuos esforços! Temos alguma ideia dos inúmeros desafios enfrentados. Um trabalho assim é fantástico, alcança segmentos sensíveis da sociedade e muito contribui. Parabéns!
Parabéns ao Dr. Claudio e a Dra. Carolina pela criação e desenvolvimento de um trabalho tão importante e admirável! Acompanho o projeto há algum tempo pelo Instagram do Instituto, o que me mostrou como a iniciativa é necessária e faz diferença, e, também, permitiu que eu aprendesse muito com as ações promovidas pelos doutores. Foi muito interesse saber mais sobre o trabalho. Espero que ele continue a ajudar as mulheres vítimas e a contribuir no enfrentamento da violência doméstica.