‘Programa Dignidade’ foi lançado pela Prefeitura de Franca nesta quarta-feira para acolher estes moradores
Durante o lançamento do “Programa Dignidade” nesta quarta-feira (1), a Prefeitura de Franca informou que um levantamento realizado, apontou que 514 pessoas vivem em situação de rua no município. O “Programa Dignidade” foi formatado para atender essa população.
O prefeito Alexandre Ferreira explicou que a princípio acontece uma abordagem social, através dela as necessidades das pessoas são levantadas, cursos profissionalizantes são oferecidos, além de tratamento para quem possuí algum tipo de dependência química.
Na coletiva Ferreira afirmou que atualmente 88 pessoas estão sendo atendidas e novos serviços foram criados, como o de Abrigo e Pernoite e 14 outras pessoas, já estão acolhidas no Projeto Moradia Primeiro, em que a Prefeitura paga o aluguel e faz o acompanhamento social.
“Com isso, a Prefeitura está eliminando aquela situação que se formava sob o viaduto Dona Quita, na Av. Major Nicácio e fará o mesmo no canteiro central da Av. William Azzuz, na Vila Gosuen, local na semana que vem será iniciada a construção de um Centro Esportivo e na antiga Estação Mogiana, o mesmo será feito”, explicou, ressaltando ainda que o prédio da Mogiana será revitalizado e transformado num espaço misto, com equipamentos culturais e de comércio, onde as pessoas serão retiradas e assistidas. “Junto com a reforma, será instalada nova iluminação e outras melhorias para maior segurança de todos naquelas adjacências”.
Dentro do programa a Prefeitura explicou que começam nas próximas semanas as obras de revitalização na Vila Gosuen, com a implantação de uma unidade da rede CEPEL (Centro Popular de Esportes e Lazer). Terá mais, a parte social e cultural, contempladas com a implantação de um Núcleo de Serviço de Convivência para Crianças e Adolescentes e aulas de esporte sob a coordenação da FEAC, com a oferta de cursos e oficinas diversas, para atendimento tanto do público adulto, como das crianças. A preocupação é oferecer qualificação para que essas pessoas possam ser inseridas no mercado de trabalho.
Moradia
A partir do diagnóstico inicial, foi posto em prática o Projeto Moradia Primeiro, com acesso de pessoas em situação crônica de rua a uma moradia segura e integrada à comunidade. Ao ser beneficiada a pessoa passa a ser acompanhada por uma equipe técnica especializada, com o objetivo de responder às demandas apresentadas e apoiá-las a permanecerem na moradia.
“A Prefeitura paga o aluguel inicialmente, por um período determinado e até que a pessoa tenha condições de arcar com ele sozinho, através dos cursos de qualificação, através do caminho para o emprego por exemplo. Assim ela deixa de depender e começa a pagar sozinha. Isso tem saído muito mais em conta para a Prefeitura, são utilizados recursos da secretaria de Ação Social”, explicou o prefeito.