Após serem resgatados em condições análogas à escravidão, os 57 trabalhadores que vieram da Bahia já estão de volta ao estado natal. Eles estavam em uma fazenda no município de Pedregulho, na região de Franca, onde eram mantidos em pequenos alojamentos que não possuíam condições mínimas de higiene e de conforto.
De acordo com os fiscais do Trabalho que pertencem ao Ministério da Economia, eles vieram da cidade de Aracatu contratados pelo proprietário da fazenda. Ele cobrou mais de R$ 200 de passagens das vítimas, que estavam em débito por conta disso. Ainda de acordo com as investigações, o homem cobrava os equipamentos de segurança e prevenção contra a covid-19, o que só fez com que a dívida aumentasse.
Desde quando chegaram os trabalhadores não receberam salários, além disso estavam passando por dificuldades já que precisaram comprar fiado alimentos em supermercados.
Após serem encontrados pelos fiscais na quarta-feira (17), as vítimas foram levadas para Franca, na sede do Ministério do Trabalho. No local eles foram ouvidos e relataram as situações de precariedade em que viviam. Cada um vai receber um salário mínimo por três meses.
O proprietário também foi ouvido, ele vai responder pelo crime de tráfico de pessoas e deverá fazer o acerto trabalhista de todos os mais de 50 funcionários.
As vítimas foram levadas de volta para a Bahia em um ônibus fretado pelo proprietário da fazenda.