O Instituo de Medicina do Além (IMA), poderá abrigar um hospital de campanha contra a covid-19 em Franca já nas próximas semanas. A informação já havia sido dada pelo prefeito Alexandre Ferreira durante coletiva de imprensa em janeiro, quando ele afirmou que estudavam a parceria com o local. A expectativa é a de que sejam abertos até 30 leitos de UTI e 40 leitos de enfermaria, que serão administrados pelo Grupo Santa Casa, que já administra os 59 leitos do SUS na cidade.
A Prefeitura informou que um grupo de técnicos da Secretaria Municipal de Saúde e da DRS-8 (Diretoria Regional de Saúde), realizou uma vistoria inicial nas instalações e na estrutura do prédio, que fica no Recreio Campo Belo na zona norte da cidade. O objetivo da inspeção é a estruturação do projeto para a implantação do hospital.
Após análise técnica, a Prefeitura irá encaminhar um documento ao Governo do Estado sobre a viabilidade e às necessidades do local para receber pacientes do coronavírus.
No começo da semana a parceria entre Município e Estado foi discutida em reunião entre o prefeito e a diretora da DRS, Lucy Juazeiro. Ferreira também formalizou a intenção de participar da abertura de novos leitos de enfermaria e de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) no IMA, em conjunto com o governo estadual. O modelo de cooperação ainda está em estudo.
Além do secretário de Saúde de Franca, Lucas Souza, estiveram na comitiva que visitou o prédio, o assessor especial de Gabinete, Fernando Baldochi; Lucy Juazeiro, diretora da DRS-8 e técnicos das Vigilâncias Sanitárias Municipal e Estadual.
“A ideia (da visita) é para verificarmos como está a estrutura do hospital de uma maneira geral, para que possamos fazer um planejamento e trabalharmos junto com o Estado, abrindo mais leitos de UTI e de enfermaria em Franca”, disse Alexandre Ferreira.
Atualmente a cidade possui 59 unidades para o tratamento da doença, além de mais oitos que estão instalados no Pronto Socorro Municipal Doutor Álvaro Azzuz, mas eles são leitos de estabilidade, onde os pacientes podem ficar por até 72h até que o Estado garanta uma vaga em um hospital especializado no tratamento.