Em uma transmissão online no fim da tarde desta segunda-feira (12), o prefeito de Franca Alexandre Ferreira destacou vários pontos do governo dele, mas a maior parte do tempo foi para revelar como a administração de Gilson de Souza entregou o Executivo.
Um dos pontos altos foi a revelação de que a Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca (EMDEF), está com uma dívida de R$ 9 milhões, por falta de pagamento de impostos nos últimos quatro anos. Além disso o prefeito destacou que a empresa estava com 50 veículos parados por falta de manutenção.
Por falta de prestação de contas e envios de documentos, Franca tem recursos de diversas frentes bloqueados, o que segundo Ferreira está sendo trabalhado para ser liberado.
“Para vocês terem uma ideia nós herdamos uma dívida de R$ 14 milhões de INSS, que vem sendo paga de governo a governo, nós já pagamos pouco mais de R$2 milhões. Amanhã nós vamos ter dificuldades em algumas coisas e algumas foram sim criadas pelo governo anterior que nos deixou um legado ruim, péssimo, horrível, em relação a gestão, administração e finanças”, afirmou, destacando que após os quatro meses de governo não dá mais para justificar os erros da administração passada.
Ainda no início do balanço, Alexandre afirmou que a administração anterior realizou um verdadeiro desmonte no Executivo com problemas em todas as secretarias de governo. “Dinheiro livre, recurso próprio, R$2,5 milhões, o restante era dinheiro carimbado. Se você considerar que a Câmara devolveu mais de R$ 2 milhões, nós vamos considerar que não tinha dinheiro, se não fosse isso a Prefeitura estaria no negativo”, explicou.
Alexandre destacou ainda que foram deixados mais de R$ 1 milhão em dívidas de processos que estão em tramitação e despesas que não foram computadas. Para ele isso era uma forma de a Prefeitura não deixar o saldo negativo. “Os salários da Emdef não foram pagos em 2020, tivemos que pagar em 2021, em janeiro. Não tem dinheiro em caixa, quando tem veio de outro lugar e nós ainda temos que pagar contas”.
Segundo Alexandre, o quadro encontrado era desolador em vários aspectos, com desabastecimento geral, com viaturas paradas, farmácia sem remédios, unidades de saúde fechadas, bancos quebrados, teto desabando, entre outros pontos destacados.
Educação
Sobre as escolas municipais Alexandre afirmou que das 56 unidades da prefeitura, 54 estavam sem condições de receber alunos por conta de problemas, que iam desde a falta de manutenção e até mesmo de água em alguns pontos.
Sobre lotes o prefeito também fez uma prestação de contas, ele afirmou que mais de 9 mil estavam parados aguardando aprovação, ele criticou ainda que a obra da Champagnat com a Alonso foi inaugurada com apenas 48% dela pronta. “10 mil processos foram mandados para o arquivo central sem solução. Tem muita gente achando que o processo está andando, mas ele está arquivado”.
Meio Ambiente
Sobre o meio ambiente o chefe do Executivo afirmou que a situação era crítica pela falta de manutenção. “42 veículos e máquinas inservíveis, foram tirando peça de um e de outro. Teve um caminhão que estava sem motor, colocaram em outro caminhão. Foram deixando de fazer manutenção e foi estragando. Outros 31 veículos em manutenção parados no pátio da secretaria de Meio Ambiente”, finalizou.
Centro Pop
Ainda no balanço Ferreira afirmou que a reforma da casa onde ficava o Centro Pop, vai custar R$ 400 mil aos cofres públicos, pela falta de pagamento de aluguel além da reforma do prédio que está danificado. A Prefeitura busca negociação com o dono do imóvel.
Os minutos finais da transmissão foram usados pelo prefeito para falar sobre o serviço desenvolvido, principalmente no combate à pandemia, como a separação das alas para atendimento de casos clínicos de casos suspeitos da covid-19 no Pronto Socorro Álvaro Azzuz, testagem em massa, além de medidas de apoio para as famílias prejudicadas pela paralização da economia.