A segunda-feira (15), foi marcada por um protesto de empresários do setor de academias de Franca, eles abriram as portas contrariando as ordens da fase vermelha do Plano São Paulo do governo do Estado. A atitude ficou definida na semana passada, quando mais de 100 proprietários se reuniram para juntar forças e pedir soluções para o fechamento.
Há 23 anos no setor de academias, o empresário Odenir Gomes contou que nunca passou por uma situação igual a essa. “Tem gente da nossa área que fechou, está devendo aluguel, dispensou funcionários e não tem como pagar as contas, enfim, é uma situação muito difícil essa que estamos vivendo, nunca vi algo assim”, relatou.
Odenir destacou ainda que as academias possuem condições de reabrirem, já que conseguem controlar o fluxo de clientes de forma a não ter aglomerações. “Vejo igrejas abertas, filas em bancos, outros lugares com aglomeração e a gente aqui, tendo que mandar funcionário embora, acumulando prejuízo e sem conseguir trabalhar. Pagamos impostos caros e nos sentimos abandonados, sem qualquer tipo de apoio. Isso motivou que nos juntássemos e abríssemos as portas hoje”, desabafou o empresário.
Uma academia foi alvo de fiscalização na tarde de hoje, por volta das 15h. O protesto deve continuar pelos próximos dias.
Franca entrou nesta segunda-feira (15), na quarta semana consecutiva na fase vermelha. Nela o comércio considerado não essencial, não pode abrir. Mas em Franca após decisão do Ministério Público em conjunto com a Prefeitura, o comércio pode trabalhar por drive thru e take away, mas por enquanto bares, restaurantes apenas por delivery e academias seguem fechadas.